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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Férias! Vamos brincar de gincana?

Então é férias! E claro que nós não poderíamos deixar de dar uma dica de brincadeira para essa época que é sinônimo de diversão para as crianças e ao mesmo tempo gera algumas dúvidas para os pais. Dúvidas que surgem principalmente quanto ao “roteiro” dos pequenos, digo roteiro porque essa turminha tem toda energia guardada para o mês de julho e ficamos muitas vezes pensando em como vamos nos divertir com eles. Embora estejam com toda disponibilidade de brincar, nós precisamos pensar formas de estar o mais presente possível ao mesmo tempo em que nossa rotina continua no ritmo de trabalho ou de outros compromissos. 

Bom seria se ambas as férias, de filhos e pais, fossem na mesma época! Vale então marcar aquele final de semana ou aquele domingo e torná-lo para lá de divertido e especial. 


A dica é reunir a criançada da família, dos amigos ou convidar os coleguinhas da escola e juntos promover um dia bem legal com a gincana. Na gincana as equipes participam de competições em atividades que exigem de suas habilidades físicas e mentais. Além de seu caráter dinâmico e divertido, existe todo um sentido educativo que a torna uma brincadeira prazerosa em que as crianças ao mesmo tempo que se divertem, aprendem. A cooperação, a atenção, o respeito às regras e aos demais participantes, o saber ganhar (sim, saber ganhar sem humilhar os demais), saber que perder faz parte e motivar a busca de melhoria são alguns valores que são vividos na prática durante a gincana.

Aqui fizemos e a diversão garantiu momentos maravilhosos, boas gargalhadas e um dia inesquecível. Abaixo relato de forma resumida e em tópicos como organizamos a nossa tarde de gincana:

  •    Dividimos as crianças em duas equipes e no dia combinado pedimos que cada uma viesse vestida com a cor que representasse sua equipe ( escolhemos as cores amarelo e laranja);
  •     Cada equipe escolheu seu grito de guerra;
  •   Escolhemos brincadeiras como corrida da vassoura, dança das cadeiras, estoura balões ( estourar balões sentando em cima da bola), corrida do pezão e jogos como vôlei, queimado e pingue-pongue;
  •    Fizemos um cartaz para marcar a pontuação de cada equipe, e antes de iniciar cada brincadeira e cada jogo, explicamos como funciona a dinâmica de ambos e reforçamos as regras;
  •    Colocamos músicas bem animadas entre uma brincadeira e outra, para criar um clima de descontração entre os vencedores e os que não ganharam, para reforçar a ideia que a intenção era participar e se divertir ( funcionou bem, muitos momentos de show de dança surgiram!);
  •    Fizemos um lanche bem legal onde as crianças puderam descansar e conversar um pouco antes de retomar às brincadeiras que foram divididas em dois horários na tarde;
  •    Ao terminar fizemos fotos das equipes juntas e entregamos uns brindes que as crianças nem sabiam que receberiam, foi uma surpresa total. Todas elas ganharam.


Pesquisar e planejar as brincadeiras com antecedência é super  importante,  assim como também montar a sequência para que elas ocorram, as crianças vão estar super ansiosas e vão querer brincar tudo de uma vez, por isso um cartaz com a sequência ajuda a controlar a ansiedade e vai deixar tudo bem organizado.

 



Férias tem descanso, mas também tem muita brincadeira! Boas férias, boa diversão e uma ótima gincana para todos!



segunda-feira, 2 de maio de 2016

Tecnologia e infância, um tempo dividido

O que vem me preocupando bastante, não somente enquanto educadora, mas também enquanto pessoa, é a forma como a tecnologia vem atropelando o tempo que a infância precisa para ser vivida em sua verdadeira essência, deixando muitas vezes de ser devidamente explorada enquanto fase de desenvolvimento, descoberta e aprendizagem de todo indivíduo. 

Não estou aqui negando a sua importância, tampouco seu benefício e seu proveito, até porque para nós, educadores, a tecnologia e seus constantes avanços, pode ser uma grande ferramenta de um ensino eficaz e inovador. Mas o que me preocupa de fato, é o tempo de seu uso pelas crianças e a forma como ela vem suprimindo os prazeres que elas precisam para crescer. Não estou aqui aconselhando a proibi-las de seu acesso e nem afirmando que elas não possam utilizá-la, seja por computadores, celulares ou por qualquer outro meio. 

Minha intenção e contribuição ao escrever esse texto é que haja uma preocupação e um cuidado para que sejam ofertadas também para as crianças outras maneiras de diversão para que elas possam perceber o quanto as brincadeiras ao ar livre, a criação de brinquedos e os jogos também podem ser divertidos. Portanto, que sejam oferecidas à criança outras oportunidades de viver algo mais dinâmico e criativo. 

É certo que vivemos uma onda em que a tecnologia vem facilitando muito nossas tarefas diárias e até em muitas vezes passa a ser o nosso lazer nos dias ou nas horas que nos são destinados ao descanso e a diversão. E as crianças por consequência, são submetidas a essa exagerada exposição, o que as deixam sem muitas “opções”.  É nas brincadeiras de infância que aprendemos a nos relacionar com o outro e com o meio, buscamos desafios, descobrimos habilidades, estimulamos nossa imaginação, exercitamos nossa expressão, aprendemos regras, reconhecemos e transformamos os significados, desenvolvemos nossa cognição, nosso físico e nossa sociabilidade. Além de todos esses benefícios, brincar na infância e sentir todas as emoções que ela nos permite sentir, tornará o adulto mais seguro, determinado e mais confiante nas suas decisões. E o melhor disso é que este adulto ficará para sempre com aquelas boas lembranças da infância que é tão bom de ser recordada e que nos faz tão bem e felizes não é verdade?  

Brincadeiras do nosso dia a dia.

Então, proponho aqui como um desafio para nós, mamães, papais, titias, e toda família a oferecer para nossas crianças esses momentos que vão desde as brincadeiras mais antigas até aquelas que inventamos em casa. E sabe qual será o resultado? Alegria para todos e a agenda terá diversão garantida! Permita-se ser criança novamente quanto você tem um serzinho tão criativo perto de você! 

Aquele final de semana muitas vezes na frente da TV ou do computador pode se tornar divertido com uma visita naquele parquinho que faz tempo que não vão visitar, ou então reviver com a criançada aquelas brincadeiras que embalavam sua infância. Desenhar juntos, fazer uso de tintas, reciclar ou reunir-se para ver quem será o ganhador daquele jogo que já está guardado a tanto tempo será para as crianças algo fantástico e para o adulto algo enriquecedor para si mesmo. 

Lembre-se temos uma criança dentro de nós e quem a respeita e a deixa sempre sorrir aprende que na vida as coisas podem ser mais leves. A tecnologia vai avançando rapidamente e muitas vezes não percebemos que as crianças vão crescendo no mesmo ritmo. Portanto, permitir que as brincadeiras continuem sendo o brilho da infância e o sorriso na lembrança dos adultos depende, hoje, de nossa vontade de fazer do tempo nosso aliado, de tornar aqueles minutos, aquelas horas ou aquele dia, inesquecível, porque o tempo para os avanços tecnológicos é um aliado, no entanto para a infância...



quarta-feira, 28 de maio de 2014

Parte de mim cresce brincando =D

Essa é sem dúvida alguma uma semana linda em que pensar o brincar se faz presente nos nossos dias. Claro que quando nos tornamos mães não existe fuga para o brincar, passamos a conviver, ver e vivenciar ele nos nossos dias, mesmo nós adultos que esquecemos o quanto prazeroso é o brincar.

Considero-me uma pessoa de sorte com a profissão que escolhi, como atriz temos em nosso dia a dia de trabalho diversos momentos em que pensamos o brincar, brincamos e nos divertimos, um bocado. Especialmente porque trabalho com espetáculo para a infância, logo é necessário e essencial entender o universo da criança para conseguirmos nos comunicar com elas.

Neste ano estamos exatamente agora no meio da Semana Mundial do Brincar, no dia de hoje me sinto muito feliz em poder participar desta Blogagem Coletiva, de alguma forma poder incentivar, falar, relembrar do prazer do brincar e de sua importância também.


Foi-nos proposto que relembrássemos de nossa infância e de como eram nossas brincadeiras e o reflexo delas em nossas vidas. Antes porém quero fazer uma breve reflexão sobre o brincar nas nossas vidas, seus aspectos e importâncias.

Quero iniciar com uma poesia do Mário Quintana, extraída da obra Lili Inventa o Mundo, poesia que na minha opinião declara o mundo de brincar da criança:

"Lili vive no mundo do faz-de-conta.
Faz de conta que isto é um avião, zum...
Depois aterrizou em pique e virou trem
Tuc, tuc, tuc, tuc...
Entrou pelo túnel chispando.
Mas debaixo da mesa havia bandidos.
Pum! pum! pum! pum!
O trem descarrilhou. E o mocinho? Meu Deus!
No auge da confusão, levaram Lili para a cama à força.
E o trem ficou tristemente derribado no chão,
Fazendo de conta que era mesmo uma lata de sardinha."

É por meio desta poesia que inicio minha fala, quando paramos para observar o brincar da criança é que percebemos a dimensão que a brincadeira tem na vida e no desenvolvimento dela. A brincadeira é por si só uma momento de interação da criança com sua cultura, sim culturalmente aprendemos como brincar, de que forma nos relacionarmos com as brincadeiras, com as demais crianças, podemos dizer então que o brincar é passado de geração para geração. Hoje vivemos de alguma forma uma NOVA forma de brincar, sim, porque até pouco tempo observávamos constantemente crianças brincando nas ruas, executando essa prática cultural juntamente de outras crianças, hoje temos uma realidade modificada em que pouco podemos deixar nossos filhos sozinhos brincando nas ruas, o que modifica de certa forma nossa relação, e a relação da criança, com o brincar.

Brincar é uma forma de nos conectarmos com quem somos. O brincar é uma das características primordiais nos seres humanos. Brincar é encontrar o seu humor, o seu impossível e o seu invisível. Brincar é permitir-se acreditar e acreditar se permitindo. Brincar é explorar o novo e descobrir no novo um lugar de aprendizagens. Brincar é aprender a ser parte de um todo. Brincar é uma possibilidade de ser e criar.

Quando vemos a criança brincando percebemos que é por meio da brincadeira que ela descobre quem ela é, como se processa o corpo dela, quais suas limitações e seus espaços de possibilidades. A criança quando brinca com o outro descobre no outro um parceiro, percebe os limites e o espaço entre ela e suas vontades e as vontades do outro. A criança brinca assim para aprender a ser social e se perceber parte de um todo, de um mundo.

Artista: Cândido Portinari

A partir disso não fica difícil para mim relembrar como foi o meu brincar, da criança Caroline, sabe que recentemente em nossa última montagem, no grupo de teatro, vivenciamos um revisitar a nossa infância e o brincar, como no espetáculo faço uma criança, a Raquel, fui buscar, a pedidos do diretor, lembranças da criança que fui e de como gostava de brincar.

E posso dizer com convicção, eu fui uma criança que brincou muito, com muitos amigos, amigos que seguem na minha vida até hoje. Tenho a sorte de ter crescido sempre na mesma casa, na mesma rua, rua sem saída, com amigos que cresceram todos junto de mim, exploramos, descobrimos e aprendemos muito e sempre.

Das mais felizes imagens que tenho da minha infância foi o brincar na rua, podíamos ficar na rua, poucos carros passavam e nós tínhamos árvores, espaços e uma privilegiada área verde para brincar. Aproveitamos tanto e tudo. Sempre subíamos muito na área verde, aonde era nosso principal esconderijo para os escondes, mas também era o local aonde montávamos nossas casas na árvore.

Há nisso uma lembrança linda e profunda que guardo comigo, acreditávamos que naquele mato tinham índios então não foram poucos os dias em que entramos, munidos de barracas, comidas, a caça de tentar descobrir aonde moravam os índios, olhávamos aquele mato e ele parecia imenso, parecia não acabar em lugar nenhum. Hoje olho para a mesma área e percebo o tamanho da linda ingenuidade infantil, aquela área não passa de um pequeno espaço que deve ter em média uns 80 metros quadrados, o suficiente para fazer com que nossos corações pulassem e qualquer ruído diferente que ouvíamos.

Outra lembrança querida que tenho da infância foram os pique niques de final de tarde, lembro também das nossas brincadeiras de corda, de elástico e claro de brincar de bonecas. Lembro da casinha, que ficava na casa da Fernanda, amiga de toda a minha vida e hoje minha comadre. Naquela casinha brincávamos também de teatro, aonde havia bruxa e todos os personagens que puderem imaginar. Ali também montamos algumas festas juninas e incontáveis apresentações artísticas, canto, dança e até desfile.

Fomos crescendo e junto de nós cresceram as brincadeiras, já na fase inicial da escrita criamos o URGENTENET, sim, eram trocas de cartas que aconteciam diariamente, foi assim que aprendi a escrever e foi assim que revelei muito de mim para cada um deles. Era lindo de ver, tenho algumas cartas guardadas até hoje, os envelopes eram feitos de páginas coloridas de revistas, e dentro de cada carta uma surpresa que podia ser pequena ou grande mas que era aguardada com ansiedade por cada um de nós.

Tivemos uma grande fase de fazer uma brincadeira simples e que nos tomava uma tarde inteira de sorrisos e brincadeiras, fazíamos espuma, com sabonete, passávamos horas batendo aquele sabonete até virar, junto da água, uma espuma grossa e que mais tarde serviria para nosso banho de mangueira. Houveram muitos dias também que decorávamos a rua inteira com giz de quadro, sim de alguma forma já fomos todos grafiteiros, pintávamos uma boa área e levava um dia inteiro para concluirmos nossa obra, descíamos a rua e conseguíamos olhar de longe como tinha ficado bonita nossa obra, quase sempre chovia e no outro dia não haviam mais vestígios da nossa obra. Então reiniciávamos do zero.

Poderia ficar aqui relatando tantas e todas as brincadeiras, mas não teria fim, pois não foram poucos os dias e nem poucas as horas, foi uma infância toda de brincadeiras boas e bem aproveitadas.

Fomos crianças saudáveis e que brincávamos juntos todos os dias. Percebo que parte do que sou hoje é sim da criança que fui e das experiências que minha infância me possibilitou.

Artista: Cândido Portinari

Carrego hoje ainda comigo uma das mais importantes dádivas que o ser humano pode aprender, aprendi a ser HUMANA, pois pelo contato que tive com meus amigos de infância aprendi a olhar para o outro com carinho, com cautela e com as necessidade que o outro precisa. Aprendi a ter pessoas que ficarão comigo a minha vida toda e aprendi a compreender que eles estão comigo porque querem, porque crescemos, aprendemos e somos juntos pessoas que se querem bem e procuram isso.

Sem dúvida alguma agradeço aos meus parceiros de brincadeira de infância, pois parte do que sou devo a eles: Fernanda, Daniel, Elaine, Talita Nunes, Talita Dias, Daniela, Fabiola, Mirela, Flávia, Cristiane, Popi, Déko, Anderson, Jorge, Cuco, Antônio. E ainda minhas amigas de infância que entraram na minha vida pela escola e que me possibilitaram o brincar no espaço de aprendizagens muitas: Luciana, Paula, Carolina, Priscila, Chimeni, Juciano, Adriano, Poliana, Sarai, Daniel.

É a eles que dedico minha postagem de hoje!





sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Mais primavera, por favor!




Vamos nessa que a Primavera ainda não acabou, especialmente aqui em casa. Passarinhos tem tido muitas descobertas quando apresento a eles novos elementos, novas cores, e a primavera nos proporciona dias de sol lindo, sem calor intenso, o que nos inspira a descobrir as cores.

A um mês, pelo menos, que sequer consigo postar aqui, e para falar a verdade tenho optado por brincar mais com os dois, no tempo que nos sobra juntos, bastante trabalho e minha vida de atriz voltando ao que era, claro que sem as viagens que sempre fazia, mas com ensaios e apresentações, muitas.

Porém sempre há tempo para tudo, o que quer dizer que continuamos a brincar e explorar por aqui, com menos intensidade mas com a mesma emoção.

Entre os momentos primaveris montei uma caixa sensorial com insetos que costumam aparecer nesta estação do ano, este conjunto de insetos de plástico comprei em um site da china, bom, bonito e barato e ainda chegou em casa, o restante da caixa é cascalho e verdinhos de decoração que comprei em uma loja de 1,99 aqui pertinho de casa. Rá, adorei, claro.


EU ADOREI, e os passarinhos, NÃO, medo, foi o que ouvi assim que apareci com a caixa, eles estavam sentados aguardando, e assim que viram já foram se afastando. NUNCA havia acontecido. De fato os insetos são de uma perfeição impressionante, além de lindos despertaram medo nos passarinhos, que demoraram um bocado para se aproximar.



Bernardo foi sem dúvida o mais medroso, a cada inseto que eu pegava na mão, com a intenção de os aproximar, mais ele se afastava de nós e dos insetos.



Aos poucos fui percebendo que ao invés de insistir na aproximação deles com os insetos deveria procurar outro estímulo que os interessasse e observar para perceber qual seria a interação. Foi então que os convidei a brincar com os cascalhos, o que foi excelente, Bernardo chamou de pedrinha e logo foi montando uma rua. Benjamin não se ateve aos cascalhos mas sem minha intervenção ele foi se aproximando dos insetos e enquanto colocava os insetos para tomar banho, sem perceber, ele se ateve a brincar e TOCAR os insetos.





Ao olhar para o Benjamin Bernardo percebeu que a brincadeira de colocar os insetos para tomar banho era legal, ele se aproximou e quando percebi estavam bastante familiarizados com os insetos. Nada de medo, muitas brincadeiras.


E quando o medo vai embora o que ficam são as descobertas =D

Bernardo demorou, mas gostou!

Benjamin deu o primeiro passo e foi trazendo o mano para brincar também.

Por fim, a percepção que tive neste dia de brincadeiras foi a importância de acreditar que a criança, sozinha, descobre o seu caminho de aprendizado, uma das principais propostas de Montessori versa justamente sobre isso, segundo ela o adulto deve dar condições para que a criança conduza o seu aprendizado, pois a mesma tem a capacidade para tal e a percepção de suas necessidades. Segundo Montessori, "nunca ajude uma criança em uma tarefa que ela sente que pode fazer sozinha". O desenvolvimento da criança portanto está diretamente relacionado com a sua maturidade.

O Natal está quase ai e ainda estou a falar sobre a primavera, sim e não, já temos aqui feito algumas brincadeiras relacionadas ao Natal e outras relacionadas ao verão e a praia, afinal, moramos na praia.

Mas tudo isso fica para os próximos posts!



domingo, 28 de julho de 2013

Brincar com: Macarrão Colorido


E cá estou eu, novamente sumi, desta vez por um excelente motivo, estávamos na casa da Vó Edite, uma semana por lá, o que foi bom para os passarinhos e muito bom para mim. Apesar de desejar que a semana tivesse sido de sol, o que não aconteceu, aproveitamos muito nossa estada naquele espaço grande e de muitas dessobertas, como Vovó Edite mora em uma casa, os passarinhos adoram correr e aproveitar o espaço livre e aberto. Mas infelizmente metade da semana foi de CHUVA, que dó, e passamos quietinhos nos abrigando, os outros dias de sol pudemos passear e brincar. Levei uma sacola de possibilidades, porém quase nada pude utilizar, estava MUITO FRIO, e não achei que fosse apropriado colocar os dedinhos quentinhos em tinta e outros materiais mais gelados.

Antes de irmos para a casa da Vovó, um dia antes inclusive, propus uma caixa sensorial de macarrões, azul e vermelho. Que foi MUITO, mas MUITO explorado pelos passarinhos, o que ocorre somente é que o macarrão começou a grudar em tudo e quando vi estávamos nós 3 grudando pela casa, a limpeza foi pesada, mas valeu a pena a diversão e os olhinhos curiosos dos dois.


Começo contando que preparar o macarrão foi uma manobra, a primeira receita que peguei na internet de um site brasileiro explicava uma receita simples e prática, e fiz, como na receita cozinhei o macarrão, escorri, separei o macarrão, coloquei o corante, misturei tudo, aguardei 10 minutos e lavei, OPS, o corante saiu praticamente todo.

Então lembrei que alguns blogs americanos ensinam como tingir o macarrão e fui em busca de uma nova receita que parecia dar certo de fato, e deu, a única diferença foi, misturei um copo de água com 20 gotas de corante, coloquei o macarrão em um refratário com tampa, adicionei a mistura de água e corante, mexi bem e deixei reservado por 24 horas. No outro dia lavei o macarrão e SIM, estava pronto.

Para a brincadeira ter ainda mais significado separei ela por momentos, porque isso? Simples, os bebês costumam se interessar pelo toque, pela exploração do tato, porém os dois já passaram por várias experiências sensoriais e sinto, pelas últimas caixas que produzi, que eles deram um passo além, hoje eles exploram o elemento mas buscam também um atrativo, algo para interagir com o elemento.

Desta forma o primeiro estímulo que coloquei junto da caixa foram dois círculos de cartolina das mesmas cores do macarrão, deixei eles livres, não os incentivei a uma proposta específica, coloquei os elementos e os observei.


Bernardo iniciou ordenando o macarrão, um ao lado do outro, como quem faz linhas, depois sobrepôs o macarrão e seguiu um bom tempo nesta dinâmica de organização. Já Benjamin colocou o macarrão vermelho no círculo azul, aos poucos foi chamando o Bernardo para a mesma proposta e quando percebi eles estavam os dois passando o macarrão de um lado para o outro.


Ao lado, separado, deixei alguns potes de plástico. Quando perceberam os potes eles mesmos o buscaram e passaram a colocar macarrão dentro do pote, sempre começavam do pote menor para o maior. Encheram alguns potes, nesta dinâmica e depois mudavam. Percebi que Benjamin passou boa parte do tempo interagindo com os potes, pegava macarrão por macarrão e colocava nos potinhos.


Já Bernardo demonstrou gostar mais de esmagar o macarrão, sorria com o macarrão entre os dedos. Neste momento percebi também como Bernardo de fato é mais organizado do que Benjamin, em boa parte do tempo ele ficou buscando organizar o macarrão dentro da caixa maior, como quem organiza a bagunça.


Por fim Benjamin começou uma chuva de macarrão, não preciso dizer que Bernardo foi atrás e o resultado foram os dois de macarrão da cabeça aos pés. 

Diversão será?

Muita, e muita exploração também!


Ressalto que sempre que proponho uma caixa sensorial busco deixá-los livres para explorarem da forma que entenderem conveniente, a única intervenção que faço é relacionada a utilização do espaço definido, sempre que procuram sair de sobre a colcha eu os oriento para que se mantenham sobre a colcha e depois poderemos explorar o restante da casa, ou o espaço em si.

A criança descobre sozinha a possibilidade do espaço assim como desobre sozinha sua forma de se concentrar em determinadas atividades. A criança aprende pela exploração. Segundo Maria Montessori, "a educação é um processo natural realizado pela criança e não se adquire ouvindo palavras, mas por experiência no ambiente."

Esta é sem dúvida uma proposta de caixa sensorial que pode ser proposta tanto para bebês como para crianças maiores, sendo que os bebês podem colocar na boca por ser um alimento, assim como a criança maior pode buscar outros elementos para interagir com o macarrão.

SIM, eles curtiram muito, e SIM, eu adoro fotografar estes momentos.

Vai um macarrãozinho ai?






quarta-feira, 17 de julho de 2013

As férias e a casa de papelão

Depois de um bocado de trabalho que foi a adaptação dos passarinhos na escola, veio o esperado dia em que eu pudesse dizer: puxa que bom, eles curtem ir na escola.

E como em toda escola tem as férias de julho, e é exatamente nestas férias de julho que estamos.

Quando era criança espera ansiosa pelas férias, não para fugir da escola mas porque eu sabia que teríamos em casa uma programação diferente da habitual, sabia que iríamos viajar, sabia que passaríamos mais dias na minha vó, sabia que brincaria até mais tarde, sabia que teria uma ida ao cinema, e assim vai...

Pois não é que na semana em que antecedeu ao início das férias me pego preparando uma lista de afazeres para as Férias dos Passarinhos? Sim, fiquei pensando que muito provavelmente o mesmo acontecia na minha casa, quando criança, uma preparação para a esperada, as férias.

Nossa listnha aqui tem de tudo um pouco, um pouco de idéias da mãe e um pouco de idéias do papai passarinho também, se eles vão curtir tudo tudo, não sei dizer, mas que a lista foi criada pensando neles, isso foi!

A lista se basei em brincadeiras para brincar, brincar e brincar, confesso que pensei em ordenar por categorias, pensando mais no desenvolvimento, porém fiquei pensando que sempre que a criança brinca ela se desenvolve, ela apreende, decidi então que vamos brincar, simples e fácil assim, sem muito definir porque, quando e onde, vou aproveitar estar com eles.

Ai vai nossa listinha:

  • Casa de papelão - sim, porque eles amam;
  • Pom pom de sorvete - brincar com cores e textura;
  • Caixa sensorial de macarrão colorido - nham;
  • Tinta tempera com suco - vamos brincar de borbulhar;
  • Massinha de modelar caseira com espuma - receita nova e vou testar;
  • Pintura no papel selofane - tem tempo que quero testar;
  • Saquinhos de texturas - estou produzindo a umas semanas e acho que vai ser legal;
  • Jogo de caixas e varetas - eles adoram encaixar e testar o encaixe;
Além da nossa listinha de brincadeiras, tem também nossa listinha de passeios:

  • Casa da Vó DITE - o preferido dos passarinhos;
  • Casa da Madrinha LU - amam ainda mais que o padrinho está de férias;
  • Casa da TIA ROSE - adoram, brincam, pulam, sem palavras;
  • Brincar com o Primo Dante - o primo que todos amam;
  • Pic Nic no parque - não pode faltar.
São muitas coisas para duas semanas será? kkkkkkk, vamos que vamos, no máximo teremos brincadeiras para os dias que se seguem.

Para começar nossos posts de férias deixo fotos da produção da nossa casa de papelão, Papai trouxe a caixa mega e construiu a casa, no dia seguinte a pintamos e agora eles estão curtindo MUITO, entram, saem e fazem o almoço e a janta, tudo para ajudar a mamãe. 

As fotos falam por si, amanhã eu volto...



O resultado na camiseta da mamãe =D

Para quem curte o Instagram, estamos lá também, vem nos seguir: instagram.com/varaldospassarinhos =D



terça-feira, 4 de junho de 2013

O outono passou por aqui...


O outono iniciou em março, eu sei, mas como de lá para cá muitas coisas aconteceram e pouco pude compartilhar do que fizemos, hoje decidi trazer uma caixa sensorial que brincamos por estas épocas de outono.

Ahhhh, o outono, estação deliciosa, de sol gostoso e de frio lento chegando. Se há uma estação a qual sou apaixonada esta é ela.

Inicio assim este post com um Hai Kai do Mário Quintana:

Hai Kai de Outono

Uma borboleta amarela?
Ou uma flor seca
Que se desprendeu e não quis pousar?

E como o outono é aquela estação que esfria o calor e aquece o frio, não poderia passar batida aqui por casa. Fizemos algumas brincadeiras pensando e falando sobre o outono, e tenho percebido que eles criaram conexão sobre o que falamos e sobre o que eles tem visto na rua, na transformação das árvores e do tempo lá de fora. Explico: constantemente eles tem feito menção ao outono, quando encontram uma folha seca, quando descobrem um fruto de cor amarelada.

Surpreendo-me a cada descoberta feita por eles, sim, é emocionante como mãe perceber que de fato o que explicamo e falamos é absorvido e utilizado no dia a dia. Por estas semanas eles tem esboçado muitas novas palavras, e algumas das palavras que andam a utilizar é outono, folha, amarelo, estou certa de que o estímulo gera resultados.

Mas, vamos a caixa:


Simples e rápida, nossa caixa outonal tinha uma folha de papel celofane na cor amarela, folhas secas de variadas formas e texturas e frutos amarelos, não comestíveis, da época. Além de prática esta caixa é também baratinha, uma vez que é possível dar uma voltinha pelo bairro e encontrar os elementos que a própria natureza nos proporciona.

Não conseguia imaginar qual seria a reação deles e muito menos o que mais despertaria interesse, estávamos já a alguns dias conversando sobre o outono, vimos fotos, trabalhamos cores e sons, e portanto eles se comunicaram muito bem com todos estes elementos. Alguns despertando mais interesse e outros menos, fiquei surpresa com a vontade de ambos em amassar as folhas para poderem assim descobrir os sons que as folhas secas produziam.



Ambos ficaram encantados com as folhas que estavam com buracos e não precisou muito para descobrirem que pelos buracos vemos o mundo, e esta brincadeira foi a que mais pude participar uma vez que eles me solicitavam para vê-los parcialmente escondidos sob a folha furada.



Em seguida cada um deles foi despertando interesse por algum elemento específico, Benjamin ateve-se em brincar com os frutos percebendo a possibilidade de esmagar e produzir cor a partir desde movimento. Gostei muito de vê-lo esboçar a palavra AMARELO todas as vezes em que ele esmagava uma nova frutinha e fiquei entusiasmada ao perceber o quanto de significados aquele aprendizado estava despertando no meu passarinho pequeno.



Já Bernardo ateve-se por LONGO tempo com as folhas, e quando digo LONGO digo LONGO mesmo, ele passou pelo menos uma hora as voltas das folhas, alguns momentos cessava a brincadeira mas em seguida voltava para as folhas. Bernardo foi o primeiro a perceber nas folhas com buracos uma possibilidade de brincar e em seguida saiu pela casa olhando pelo buraco e repetindo, BICHO, tenho certeza de que ao olhar pelo buraco ele conseguia ter uma imagem isolada e seu trabalho foi o de buscar pela casa pequenos bichos que poderiam ser vistos pelo buraco. E ele teve sucesso em sua caçada, encontrou uma formiga e vibrou em sua descoberta. Eu mais vibrante ainda percebendo o todo desta descoberta.


Esta foi sem dúvida alguma uma das caias mais exploradas pelos dois, penso de alguma forma que a maturidade também mostra reflexos nesta minha observação, sim, eles tem se comunicado muito entre eles e tem descoberto a magia do brincar. Frequentemente os ouço falar: Mano, brincar. E então por estas palavras percebo que meus babys passarinhos estão a passos de se tornarem meninos passarinhos. É definitivamente a partir da fala que percebemos este desabrochar para o brincar, o dividir e o explorar.

Os dois ainda passaram um tempo razoável brincando de esconde esconde com o papel celofane, elemento novo e barulhento na vida deles, kkkkk


O outono entrou em nossas vidas nos trazendo o amarelo, o marrom, o bege. Nos trouxe folhas caídas e sol de fim de tarde. Trouxe ainda aprendizado e brincadeiras. Mas muito mais do que isso, nos trouxe sorrisos, abraços e muito divertimento. Por isso mesmo repito sempre: 

Ah o outono, este lindo, meu preferido entre todos, todos os anos!



quinta-feira, 23 de maio de 2013

Uma semana para quem gosta de brincar!



Esta semana está acontecendo a Semana Mundial do Brincar. Promovida aqui no Brasil pela Aliança pela Infância. Para conhecer mais sobre a Aliança clique AQUI, e para mais informações sobre a Semana do Brincar clique AQUI.

Naturalmente que assim que li sobre a proposta fiquei entusiasmada em participar, quando o assunto é brincar nós aqui nos manifestamos a favor, felizes e brincantes, claro.

Entre as ações desta semana está a Blogagem Coletiva que estamos participando hoje, falar e pensar o brincar na infância é um dever de todo Pai e Mãe, e dos profissionais que pensam a infância, e é isso que quero neste momento, neste post, refletir sobre o brincar.

"As maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nivel básico de ação real e moralidade." Vygotsky.

Durante o mestrado li muito sobre o brincar, especialmente nos livros de Vygotsky, quem já o leu ou mesmo pesquisou sobre este pesquisador compreenderá a importância que tem sua contribuição para o que compreendemos hoje como infância e desenvolvimento infantil.

Vejamos do início, a noção de infância é bastante nova para nossa sociedade, segundo estudos somente no século XVIII passamos a ter a compreensão da criança como ser único e não como um adulto em miniatura. Áries (1981) estudioso da infância, diz que anterior ao século XVIII o que se viam eram pequenos seres humanos que tinham a mesma relação com o mundo que um adulto, era delas exigidas as mesas obrigações destinadas aos adultos.

Sendo assim, se percebemos que a infância é uma característica nova em nossa sociedade percebemos também que a idéia de BRINCAR é tão nova quanto, ou mesmo, ainda em processo de compreensão.

A brincadeira é inerente ao desenvolvimento da criança, oras, é através dela que a criança se percebe no mundo, faz questionamentos e encontra respostas. Quando pararmos para observar um grupo de crianças brincando de faz de conta, nos surpreendemos com o tanto de percepções que temos deste "simples" momento de interação. Sim, a criança nos diz quem ela é e o que ela sente através do BRINCAR.

Vygotsky em seus estudos intencionou que a brincadeira não pode ser percebida como predominante no aprendizado da criança, deve ser percebida como PRINCIPAL momento de aprendizagem e desenvolvimento do ser.

A chave para muitas questões relativas ao brincar está no imaginário, na imaginação. Ela é ausente nos demais animais mas figura na criança como uma atividade única de consciência. A criança que brinca tem consciência de que brincando está fantasiando, imaginando, adentrando demais universos que não exatamente o seu dia-a-dia, a sua história diária, porém ela se permite pois sabe que não há erro nas descobertas, nas novas possibilidade.

O erro talvez esteja na falta de percepção do adulto quando se relaciona com o processo de brincar da criança, quando o adulto pretende DEFINIR o brincar como um momento isolado e único, sendo que não é possível restringir o brincar a um determinado momento, com regras únicas a serem cumpridas a partir do desejo do adulto.

RESPEITAR é a palavra, o adulto deve e precisa respeitar o espaço conquistado pela criança, o espaço do brincar, de crescer de forma a compreender o mundo pelos olhos do brincar. A criança que brinca está, não somente, desenvolvendo-se, mas antes disso está compreendendo regras, estabelecendo limites, percebendo o outro, o seu espaço, o seu papel em casa e na sociedade.

A partir disso defendo o brincar como momento lúdico e de aprendizagem, mas também, e principalmente, como espaço de crescimento e amadurecimento. Necessidades naturais do ser humano, afinal, nossa função aqui neste mundo é nos tornarmos seres humanos, capazes de respeitar, amar e viver em sociedade.

A partir do exposto podemos nos perceber como agentes do brincar, PAI e MÃE, devem participar e propiciar momentos de brincadeira para os filhos. Infelizmente vivemos hoje em uma sociedade guardada, em sua grande maioria, em apartamentos, e a criança que outrora tinha espaço agora aprende a se locomover em um espaço reduzido, penso assim que nosso papel é o de proporcionar espaços de brincar, dentro e fora de casa. Observar, interagir e oportunizar, porque é através das oportunidades que a criança construirá sua autonomia.

Como pesquisadora defendo o espaço do brincar, na escola e em casa. Como mãe proporciono um convívio saudável dos meus passarinhos com o brincar, mesmo que em suas devidas medidas, já que estou falando de duas crianças de 2 anos, quando o brincar ainda não é definido como uma atividade de relação, mas como descoberta. É somente a partir dos 3 anos a criança passa a compreender de forma estruturada o brincar, segundo pesquisas e especialmente através de dados de Vygotsky.

Apesar da idade percebo momentos de brincar nos passarinhos, ainda timidamente, mas em construção. Há alguns momentos em que eles muito se interessam por determinado objeto, situação, e é nesses momentos que percebo o brincar iniciando. Já existem momentos em que eles interagem intencionalmente a favor de brincar e Bernardo já utiliza a frase: Mano, brincá. Essa rica interação entre os gêmeos permite que eles iniciem cedo este processo de brincar.

Deixo aqui alguns recortes de momentos do nosso brincar:

Brincar de fantasiar, sensorial e perceptivo.

Dia desses, logo cedo, brincar de explorar caixas e carros.

Brincar de cozinhar, aprender e desenvolver.

Estou feliz por poder fazer minha contribuição nesta semana, pensar o brincar é pensar no futuro de nossos filhos. Foi muito rico, para mim, para este momento de refletir como tem sido o brincar nas nossas vidas, espero que o mesmo aconteça em todos os lares deste nosso país, pois aonde tem criança tem brincadeira, e desejo que toda brincadeira seja incentivada por parte dos pais e cuidadores.

Brincar faz sorrir, e sorrir faz crescer!

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Este post faz parte da Blogagem Coletiva em comemoração a Semana Mundial do  Brincar promovido pela Aliança pela Infância.




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Caixa Sensorial de Animais Selvagens


Este bem poderia se mais um post dos ATRASADOS, mas decidi que não, ele será o post que vai abrir essa coluna aqui no blog, MONTESSORI e os PASSARINHOS.

Já falei bastante sobre Montessori aqui no blog, sobre o espaço, sobre o método, pois a partir de agora vou mostrar o que temos montessoriado por aqui =D

Conforme falei AQUI, fomos ao Zoo, conhecemos diversos animais, então que depois de conhecer nada como relembrar tudo o que vimos em uma caixa sensorial.

Acredito que uma das mais práticas e prazerosas que fizemos por aqui. Estávamos na casa da Bobó Dite, pela manhã fomos até o final da rua, aonde tem uma área verde, preservada, linda e intacta, passamos recolhendo folhas secas e gravetos.

A Dinda Lu já havia dado aos passarinhos um kit de animais selvagens, SIM, como aqueles que vimos no ZOO, perfeito...

Juntando as folhas secas, os gravetos e um pequeno refratário com água montei a caixa, que ficou assim:


Quem estava com a gente neste dia era o primo Dante, que com seus 3 anos adorou MUITO a caixa, ops, o balde, improvisado, mas que rendeu muitos momentos de brincadeira e aprendizado.

Aliás, para todos nós:


Ressalto que sempre deixo-os livres para explorar os elementos, o único momento em que intervenho é no início quando estabelecemos como será a brincadeira e qual espaço utilizaremos para tal, e ao final quando proponho que eles me ajudem a organizar tudo.

Percebo mesmo que tem dado bastante resultado, eles percebem o espaço e o utilizam de forma correta, aproveitam os elementos que estão na caixa e em determinados momentos se reportam a mim para que eu observe o que descobriram.


É gratificando perceber que mesmo sem conduzir todo o momento posso participar mas esperar para ser solicitada, assim, desta forma percebo que eles compreendem que estão no comando, podem explorar, mas que se necessitarem de mim, estarei ali.

O mais interessante se deu na água, deixei pouca água somente um refratário e dentro dela um URSO, como o que vimos no Zoo, mas como o limite é brincar quando percebi quase todos os animais já haviam pelo menos dado uma passadinha pela piscina, kkkk


Neste dia percebi que de fato conforme crescemos amadurecemos e novos momentos em nossa vida vão aflorando, Dante com 3 anos se relacionou conversando e me explicando tudo o que fazia, não pedia minha aprovação, simplesmente conversava, indagava e me ensinava.

Já Bernardo e Benjamin com 1 ano e 9 meses mostravam querer de fato conhecer os elementos, as folhas, os sons das folhas secas, a água e mesmo o som dos animais quando jogados na água.

Ou seja, aprendizado e percepção, momentos diferentes, respostas diferentes para um mesmo estímulo.

GOSTEI, e aprendi muito, de fato não somos somente nós que os ensinamos sobre a VIDA, eles muito nos ensinam sobre VIVER.

Para finalizar uma foto da nossa Dinda Lu, sempre com a gente, sempre comigo nas minhas aventuras de ser mãe, se existe alguém que me incentiva a querer ser a melhor mãe para os passarinhos, essa pessoa é a Lu. Parceira, amiga e comadre.


UOU, assim começamos esse novo momento no blog, espero que tenham gostado de ler e ver, assim como gostamos de brincar e explorar =D