O
que vem me preocupando bastante, não somente enquanto educadora, mas também
enquanto pessoa, é a forma como a tecnologia vem atropelando o tempo que a infância
precisa para ser vivida em sua verdadeira essência, deixando muitas vezes de
ser devidamente explorada enquanto fase de desenvolvimento, descoberta e
aprendizagem de todo indivíduo.
Não estou aqui negando a sua importância,
tampouco seu benefício e seu proveito, até porque para nós, educadores, a
tecnologia e seus constantes avanços, pode ser uma grande ferramenta de um ensino
eficaz e inovador. Mas o que me preocupa de fato, é o tempo de seu uso pelas
crianças e a forma como ela vem suprimindo os prazeres que elas precisam para crescer.
Não estou aqui aconselhando a proibi-las de seu acesso e nem afirmando que elas
não possam utilizá-la, seja por computadores, celulares ou por qualquer outro
meio.
Minha intenção e contribuição ao escrever esse texto é que haja uma
preocupação e um cuidado para que sejam ofertadas também para as crianças
outras maneiras de diversão para que elas possam perceber o quanto as
brincadeiras ao ar livre, a criação de brinquedos e os jogos também podem ser
divertidos. Portanto, que sejam oferecidas à criança outras oportunidades de
viver algo mais dinâmico e criativo.
É certo que vivemos uma onda em que a
tecnologia vem facilitando muito nossas tarefas diárias e até em muitas vezes
passa a ser o nosso lazer nos dias ou nas horas que nos são destinados ao
descanso e a diversão. E as crianças por consequência, são submetidas a essa
exagerada exposição, o que as deixam sem muitas “opções”. É nas brincadeiras de infância que
aprendemos a nos relacionar com o outro e com o meio, buscamos desafios, descobrimos
habilidades, estimulamos nossa imaginação, exercitamos nossa expressão,
aprendemos regras, reconhecemos e transformamos os significados, desenvolvemos nossa
cognição, nosso físico e nossa sociabilidade. Além de todos esses benefícios, brincar
na infância e sentir todas as emoções que ela nos permite sentir, tornará o
adulto mais seguro, determinado e mais confiante nas suas decisões. E o melhor
disso é que este adulto ficará para sempre com aquelas boas lembranças da
infância que é tão bom de ser recordada e que nos faz tão bem e felizes não é
verdade?
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Brincadeiras do nosso dia a dia. |
Então, proponho aqui como um
desafio para nós, mamães, papais, titias, e toda família a oferecer para nossas
crianças esses momentos que vão desde as brincadeiras mais antigas até aquelas
que inventamos em casa. E sabe qual será o resultado? Alegria para todos e a
agenda terá diversão garantida! Permita-se
ser criança novamente quanto você tem um serzinho tão criativo perto de você!
Aquele final de semana muitas
vezes na frente da TV ou do computador pode se tornar divertido com uma visita
naquele parquinho que faz tempo que não vão visitar, ou então reviver com a
criançada aquelas brincadeiras que embalavam sua infância. Desenhar juntos,
fazer uso de tintas, reciclar ou reunir-se para ver quem será o ganhador
daquele jogo que já está guardado a tanto tempo será para as crianças algo
fantástico e para o adulto algo enriquecedor para si mesmo.
Lembre-se temos uma
criança dentro de nós e quem a respeita e a deixa sempre sorrir aprende que na
vida as coisas podem ser mais leves. A tecnologia vai avançando rapidamente e
muitas vezes não percebemos que as crianças vão crescendo no mesmo ritmo.
Portanto, permitir que as brincadeiras continuem sendo o brilho da infância e o
sorriso na lembrança dos adultos depende, hoje, de nossa vontade de fazer do
tempo nosso aliado, de tornar aqueles minutos, aquelas horas ou aquele dia, inesquecível,
porque o tempo para os avanços tecnológicos é um aliado, no entanto para a
infância...
Oi Carol!!!
ResponderExcluirOi Marcela! Amei o texto. Realmente não dá para negar o lado bom da tecnologia mas, como tudo nessa vida, se não há equilíbrio não funciona né? Aqui amamos brincadeiras "saudáveis".
Beijo!
Que bom que gostou! Ficamos felizes!
ResponderExcluirMais felizes ainda em saber que muita diversão tem por aí! Um grande beijo e agradecemos o carinho!
Marcela Rios