domingo, 28 de julho de 2013

Brincar com: Macarrão Colorido


E cá estou eu, novamente sumi, desta vez por um excelente motivo, estávamos na casa da Vó Edite, uma semana por lá, o que foi bom para os passarinhos e muito bom para mim. Apesar de desejar que a semana tivesse sido de sol, o que não aconteceu, aproveitamos muito nossa estada naquele espaço grande e de muitas dessobertas, como Vovó Edite mora em uma casa, os passarinhos adoram correr e aproveitar o espaço livre e aberto. Mas infelizmente metade da semana foi de CHUVA, que dó, e passamos quietinhos nos abrigando, os outros dias de sol pudemos passear e brincar. Levei uma sacola de possibilidades, porém quase nada pude utilizar, estava MUITO FRIO, e não achei que fosse apropriado colocar os dedinhos quentinhos em tinta e outros materiais mais gelados.

Antes de irmos para a casa da Vovó, um dia antes inclusive, propus uma caixa sensorial de macarrões, azul e vermelho. Que foi MUITO, mas MUITO explorado pelos passarinhos, o que ocorre somente é que o macarrão começou a grudar em tudo e quando vi estávamos nós 3 grudando pela casa, a limpeza foi pesada, mas valeu a pena a diversão e os olhinhos curiosos dos dois.


Começo contando que preparar o macarrão foi uma manobra, a primeira receita que peguei na internet de um site brasileiro explicava uma receita simples e prática, e fiz, como na receita cozinhei o macarrão, escorri, separei o macarrão, coloquei o corante, misturei tudo, aguardei 10 minutos e lavei, OPS, o corante saiu praticamente todo.

Então lembrei que alguns blogs americanos ensinam como tingir o macarrão e fui em busca de uma nova receita que parecia dar certo de fato, e deu, a única diferença foi, misturei um copo de água com 20 gotas de corante, coloquei o macarrão em um refratário com tampa, adicionei a mistura de água e corante, mexi bem e deixei reservado por 24 horas. No outro dia lavei o macarrão e SIM, estava pronto.

Para a brincadeira ter ainda mais significado separei ela por momentos, porque isso? Simples, os bebês costumam se interessar pelo toque, pela exploração do tato, porém os dois já passaram por várias experiências sensoriais e sinto, pelas últimas caixas que produzi, que eles deram um passo além, hoje eles exploram o elemento mas buscam também um atrativo, algo para interagir com o elemento.

Desta forma o primeiro estímulo que coloquei junto da caixa foram dois círculos de cartolina das mesmas cores do macarrão, deixei eles livres, não os incentivei a uma proposta específica, coloquei os elementos e os observei.


Bernardo iniciou ordenando o macarrão, um ao lado do outro, como quem faz linhas, depois sobrepôs o macarrão e seguiu um bom tempo nesta dinâmica de organização. Já Benjamin colocou o macarrão vermelho no círculo azul, aos poucos foi chamando o Bernardo para a mesma proposta e quando percebi eles estavam os dois passando o macarrão de um lado para o outro.


Ao lado, separado, deixei alguns potes de plástico. Quando perceberam os potes eles mesmos o buscaram e passaram a colocar macarrão dentro do pote, sempre começavam do pote menor para o maior. Encheram alguns potes, nesta dinâmica e depois mudavam. Percebi que Benjamin passou boa parte do tempo interagindo com os potes, pegava macarrão por macarrão e colocava nos potinhos.


Já Bernardo demonstrou gostar mais de esmagar o macarrão, sorria com o macarrão entre os dedos. Neste momento percebi também como Bernardo de fato é mais organizado do que Benjamin, em boa parte do tempo ele ficou buscando organizar o macarrão dentro da caixa maior, como quem organiza a bagunça.


Por fim Benjamin começou uma chuva de macarrão, não preciso dizer que Bernardo foi atrás e o resultado foram os dois de macarrão da cabeça aos pés. 

Diversão será?

Muita, e muita exploração também!


Ressalto que sempre que proponho uma caixa sensorial busco deixá-los livres para explorarem da forma que entenderem conveniente, a única intervenção que faço é relacionada a utilização do espaço definido, sempre que procuram sair de sobre a colcha eu os oriento para que se mantenham sobre a colcha e depois poderemos explorar o restante da casa, ou o espaço em si.

A criança descobre sozinha a possibilidade do espaço assim como desobre sozinha sua forma de se concentrar em determinadas atividades. A criança aprende pela exploração. Segundo Maria Montessori, "a educação é um processo natural realizado pela criança e não se adquire ouvindo palavras, mas por experiência no ambiente."

Esta é sem dúvida uma proposta de caixa sensorial que pode ser proposta tanto para bebês como para crianças maiores, sendo que os bebês podem colocar na boca por ser um alimento, assim como a criança maior pode buscar outros elementos para interagir com o macarrão.

SIM, eles curtiram muito, e SIM, eu adoro fotografar estes momentos.

Vai um macarrãozinho ai?






2 comentários:

  1. Carol! Que delícia de brincadeira!

    É muito interessante ver como eles descobrem sozinhos o que podem fazer. Valeu terem ficado cheios de macarrão, rs.

    Beijo!

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