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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Espaço de leitura dentro de casa

"Quem escreve um livro cria um castelo,

quem o lê mora nele." 

Monteiro Lobato

Pensando na ação deste mês de duas amigas blogueiras, a Ariane Oliveira e a Andrea Charan, decidi escrever este texto, que a muito venho pensando, porém ainda não havia parado para realizar a escrita.

Começo com esta que é uma das frases, do Monteiro Lobato, que mais me faz pensar sobre o livro na vida dos pequenos. Assim como Monteiro, acredito que o lugar dos livros na vida dos pequenos deve ser principalmente em seu lar, e qual lar seria esse? O lar que abriga nossa alma, nosso corpo, nossa cabeça, nossos pensamentos, e é ali que temos uma morada certeira para que a sensibilização se estabeleça.

Antes de ser mãe pouco pensava sobre a construção literária dentro de casa, como profissional de formação de leitores vivia diariamente a sensibilização literária na escola, espaço em que a criança sempre tem a possibilidade de viver e se relacionar com os livros. Durante o Mestrado, porém, convivendo com minha Orientadora, Adair Neitzel, sobretudo em sua casa, fui percebendo como ela instigava seus filhos para a leitura, naturalmente que tenho na Adair minha principal inspiração para o que realizo hoje em casa.

Livros no quarto dos Passarinhos

Em determinado momento perguntei para a Adair como ela, como mãe, pensava a sensibilização literária para os filhos, consigo me recordar ainda hoje de suas palavras, primeiro me dizendo que o passo número um era perceber que os filhos são diferentes um do outro, que um deles poderia gostar muito de ler e o outro não, ou que ela poderia ter a sorte de ter dois grandes leitores. Em seguida ela me disse que ela acredita que o livro precisa estar em todos os lugares. Convivendo dentro da sua casa, pude ver isso, na prática, a primeira vez que lá estive fiquei encantada com o banheiro, com livros; a sala, com livros; os quartos, com livros; livros na varanda, livros por todos os lugares.

Os livros precisam estar na vida da criança como os brinquedos, como os quebra-cabeças, como parte de sua vida, e mais do que isso, os livros precisam ocupar os lugares.

Foi assim que percebi, ao pensar no espaço de leitura dos passarinhos, que teria livros por todos e em todos os lugares da nossa casa. Incluindo aqueles lugares que aos poucos eles foram nos pedindo, como os banheiros, que por pedido deles começou a ter um porta livros, que costurei e junto deles colocamos, eles selecionaram quais os livros ali estariam e utilizam sempre que estão no banheiro.

Livros no banheiro, conforme pedido dos Passarinhos

Como nossa casa tem dois andares decidi que deveríamos ter livros na parte superior e na parte inferior, foi assim que no quarto eles ganharam um espaço com caixas que pintamos e reaproveitamos, formando uma estante. Já na parte de baixo, aonde temos um espaço integrado, coloquei os livros junto dos seus brinquedos, oportunizando que os livros estejam em suas mãos como os brinquedos e os jogos.

No escritório há a maior concentração de livros desta casa, afinal é ali que ficam os meus livros, tenho eles todos acomodados dentro de um roupeiro, são 8 portas que guardam um enorme número de livros, o que deixa os passarinhos maluquinhos, obviamente que eles tem acesso livre a estes livros. Quando estou por lá, trabalhando, eles adoram tirar tudo, explorar, reorganizar, o que rende bons momentos de brincadeira e claro, tranquilidade para que eu possa finalizar o que estou fazendo.

Livros junto dos brinquedos

No mais, temos livros dentro do carro e sempre aparecem livros no quarto do Pai e da Mãe. Deixo, ao lado da minha cama, o livro que estou lendo, Bernardo costuma fazer o mesmo, disse-me certa vez, após lermos juntos a noite, que eu deveria deixar o livro ali, como tem no quarto da Mãe. Percebo assim, que eles nos observam, percebem que a leitura faz parte do nosso dia a dia, percebem que os livros fazem parte e são parte do seu mundo.

Acredito que cada família descobre na sua dinâmica a melhor forma de apresentar os livros para os pequenos, alguns entendem os livros como extremamente importantes, outros não colocam neste objeto valor de suma importância. Fato é que para a criança compreender com maior facilidade o mundo que a cerca, a literatura pode e deve ser um facilitador, portanto, comprovadamente uma criança com maior acesso aos livros, dentro de casa, tem uma maior probabilidade de se tornar um bom leitor. É parte do trabalho dos pais que este contato seja iniciado, dentro do lar, com o carinho e o amor que se deve as relações familiares.


Aqui tenho feito aquilo que acredito ser o certo, procurando lembrar sempre das palavras da Adair, que é possível que todos os filhos gostem muito de ler, e é possível que nem todos gostem, mas o mais importante é não desistir.


quinta-feira, 17 de março de 2016

"De parcerias e trapaças: histórias de ontem, para sempre"

"De parcerias e trapaças: histórias de ontem, para sempre", é destes livros que precisam ser guardados e cuidados, pois devem permanecer em todas as infâncias da nossa vida, livro bom de ser lido pela criança, pelos jovens e pelos adultos.




O texto é da Maria Inez do Espírito Santo e a ilustração quem assina é a Anabella López, quem editou a obra foi a Aletria, que como nossa parceria que é, nos enviou esta obra para que a conhecêssemos, e que sorte a nossa em poder ter acesso a esta obra lindíssima.

Como contadora de histórias que sou, adoro histórias que são contadas, recontadas e contadas mais uma vez, sejam as lendas, as fábulas, os contos, elas perpetuam mantendo a tradição de determinado povo, ou nos fazendo conhecer determinadas épocas das quais sem a ajuda da arte não poderíamos vivenciar.

A obra portanto recolhe histórias que podem ser denominadas fábulas, ou mitos, porém aproximam-se como mitos visto que não carregam uma lição de moral expressa, como ocorrem nas fábulas, porém são histórias aonde temos bichos como personagens e não pessoas. Aqui encontramos histórias que foram recolhidas de tradição oral e portanto não se pode determinar sua autoria original, mas possuem valor significativo, visto que fazem parte da cultura popular.

Maria Inez nos trás 4 histórias, são elas: O veado e a onça, A aranha e o quibungo, O jabuti e a raposa e ainda, O jabuti e a raposa - episódio final. Todas histórias já muito contadas e recontadas por diversos contadores de histórias.


A primeira história, narra a conhecida história do veado e da onça que decidem construir uma casa, o veado a constrói de dia, a onça a constrói de noite, ambos acreditam estar recebendo a ajuda de Tupã visto que todos os dias quando retornam para a construção ela está cada dia mais adianta, quando decidem se mudar descobrem que ambos construíram juntos a mesma casa, decidem morar juntos. Imaginem o que seria o veado e a onça morando juntos, dá ai um bom caldo, mas não vou contar, para saber será preciso comprar o livro.

A segunda história narra a trajetória da aranha para conseguir comida em época de escassez de alimentos, ela engana diversos animais, e amarra um quibungo e se alimenta dele pouco a pouco, assim que consegue se livrar o quibungo decide se vingar, mas não consegue pois a aranha é mesmo muito esperta. A história é de tradição africana mas foi encontrada também, com elementos parecidos, sendo relatada entre os indígenas.


Já as duas últimas histórias narram duas das incontáveis façanhas entre o jabuti e a raposa, o jabuti sempre utilizando de sua esperteza e a raposa sempre tentando prevalecer. Por fim o jabuti consegue se safar nestas numerosas tentativas de ambos de testarem suas competências. Inclui aqui aquela que foi considerada a última disputa entre eles, na qual a raposa infelizmente parece não ter saído com vida.

Todas as histórias foram recolhidas de importantes obras que transcrevem estas tradicionais fábulas e mitos presentes na cultura do nosso país. Maria Inez do Espírito Santo foi muito feliz na escola destas histórias, todas definem de forma primorosa um importante acervo de narrativas.

As ilustrações são simplesmente fantásticas, fogem do contexto tradicional de ilustrações para as crianças, mexendo com o imaginário infantil e agregando valores ao olhar cuidadoso dos pequenos que podem descobrir nas ilustrações um universo mágico e repleto de possibilidades.

Já falei anteriormente, mas gosto de repetir, sou realmente muito interessada por ilustrações que promovem o diferente, uma nova forma de olhar, que esperam da criança movimento e que através das imagens a criança descubra novos significados. Sou realmente adepta de ilustrações diferentes e diferenciadas, é o caso das imagens presentes nesta obra.


Não conhecia ainda o trabalho da Anabella López, que reside no Brasil, mas é Argentina, fiquei muito interessada pelo belo trabalho e busquei mais informações, a ilustradora tem uma site, e vale a pena conhecer os demais trabalhos da artista: www.anabellalopez.com

Esta obra nos foi enviada pela Aletria Editora, aproveito para agradecer, belo presente, arte é sempre um dos melhores presentes que podemos receber. Convido para conhecerem o site da editora que conta com esta e mais muitas belas publicações deles: www.aletria.com.br

Aprecio obras de qualidade, e fico feliz em indicar uma bela obra como esta, um convite a conhecer um pouco da narrativa oral presente no nosso Brasil!


quinta-feira, 3 de março de 2016

Livro Brinquedo X Literatura Infantil

Constantemente sou questionada, sobretudo por minhas alunas de Pós-Graduação, sobre a diferença entre o que é um Livro Brinquedo e o que é a Literatura Infantil.

Decidi abordar o assunto pois ele foi parte da minha pesquisa no Mestrado, entendi no que consiste esta diferenciação, e entendo que é importante, tanto para os profissionais de educação e de leitura e também para a mães interessadas, compreenderem que se tratam de categorias diferentes com papéis diferentes no processo de formação do leitor.

Na esquerda: Literatura Infantil. Na direita: Livro Brinquedo.


 A primeira questão é, como definimos o que é Literatura Infantil?

A Literatura Infantil é um ramo da Literatura que trabalha especificamente com as crianças e adolescentes. Até aqui está tudo certo, todos conseguimos compreender desta forma, porém a literatura infantil vai muito além deste conceito simples, visto que quando tratamos de literatura infantil, e de literatura, estamos tratando de arte, estamos falando também sobre fruição estética, que diz respeito exclusivamente com, relacionar-se e vivenciar arte.

Em Psicologia da Arte, Vigotski enfatiza que para que haja fruição estética deve-se primar pelo conteúdo e não pela forma, o conteúdo da obra deve ser desafiador, a criança precisa se sentir contagiada pelo objeto livro. Para tal é de suma importância que a literatura infantil preze pela qualidade de conteúdo e de imagens.

A literatura infantil, como obra de arte que é, cativa o seu leitor pelo seu conteúdo instigante, desafiador e de qualidade. Quando então a criança tem a possibilidade de ler um livro de qualidade ela o finaliza com presença de sensações, com diversas interpretações e sobretudo, com desejo de conhecimento, de ir além daquele único livro, a literatura infantil é porta, abrindo novas possibilidades para o leitor.

Literatura Infantil: Malvina, Elefante, O filho do Grúfalo e O rabo do Rato.


Neste contexto, o que seria então o Livro Brinquedo, e o que o difere da Literatura Infantil? 

Livro Brinquedo, como o nome já o diz, é um brinquedo que pode assumir a forma de um livro, porém somente forma, nunca conteúdo. Serve como qualquer outro brinquedo, serve para as descobertas do dia a dia do brincar, assim como o fantoche, como o carrinho, como a boneca.

De forma direta, o livro brinquedo tem uma função relacionada ao ensinar, o educar, não o contempla como objeto estético, portanto não é uma obra que procura do leitor questionamentos e sentimentos. Não estou dizendo com isso que o livro brinquedo é menos importante do que uma literatura infantil, longe disso, pois ela assume papel completamente diferente na vida da criança, não tem o papel de sensibilizar para a leitura, tem o papel de fazer divertir, e para o que se pretende ela o faz com qualidade.

Como identificar um livro brinquedo, simples, aquele livro que quando o abrimos ele se transforma em um castelo, ou aquele livro de pintar, o livro quebra-cabeça, o livro que com uma lupa a criança sai a caça dos elementos, o livro que tem ímã para formar rosto ou outros elementos, o livro que é um fantoche, o livro sonoro aonde a criança tem botões para os sons dos animais, e ainda os lindos Quiet Books que são os meus preferidos nesta categoria, entre outros.


Livro Brinquedo: Procure os dinossauros, Criando caretas com ímã e livro sonoro do Bosque.


Em suma, o que o diferencia é que o objetivo do livro brinquedo é o de fazer a criança interagir com determinados elementos, não existe uma narrativa concisa, não existe um enredo, alguns livros brinquedos vem com histórias muito frágeis, aonde não conseguimos identificar começo, meio e fim.

Por outro lado, a literatura infantil é dotada de um enredo, história com começo, meio e fim definidos, ela tem conteúdo a ser explorado e espera da criança uma interação que diz respeito ao envolvimento emocional.

Outra grande diferenciação é no que diz respeito ao processo de interação, quando a literatura infantil desperta no leitor relação, concentração e atenção; já o livro brinquedo, como exige muita interação desperta na criança a ação, a movimentação, necessários para seu uso.

Os dois tem papel importante na formação da criança, porém são sim papéis diferentes, o livro brinquedo ensina muito bem a criança como montar um quebra cabeça, o que é uma maçã, os sons dos animais, ensina diversos elementos que são parte do universo da criança.

Já a literatura infantil é parte significativa no processo de formação do leitor, despertando o leitor para compreender como utilizar e porque ter livro em sua vida, a literatura infantil desperta o imaginário mágico da criança, auxilia ela no processo de compreensão da linguagem oral e escrita, oportuniza a construção de novos conceitos e sobretudo, desperta a criança para este universo único e especial de tornar-se um leitor, carregando para sua vida o desejo da leitura.

É importante salientar que um não invalida o outro, podem e devem ser parte do universo da criança, desde sempre, o livro brinquedo pode auxiliar no processo de introdução da literatura infantil na vida dos muito pequeninos. Cada um tem um importante papel, cabe ao adulto compreender o papel de cada um deles e os utilizar da melhor forma possível.

A criança só tem a ganhar!






quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

"Nos passo de Cascaes: bruxas, lobisomens e outros seres encantados"

Que grata surpresa tive quando recebi livros da Editora Aletria, primeiro pela qualidade das obras, e ainda entre as obras recebidas, uma literatura escrita por uma catarinense tratando sobre Franklin Cascaes, este grande artista do estado que resido, Santa Catarina.

Obviamente que como artista e irmã de artista visual conheço a história de Franklin Cascaes e tenho imenso prazer em poder neste momento realizar uma indicação de uma literatura infantil que estimula que crianças, não só catarinenses, conheçam o trabalho pelo artista deixado e as lendas existem na Ilha da Magia, Florianópolis.

A obra "Nos passos de Cascaes: bruxas, lobisomens e outros seres encantados" tem texto da Juliana Dalla e Ilustrações do Sergio Magno. Editado pela Aletria.




Na obra, tomamos conhecimento de um Diário de Viagem, viagem essa para a Ilha da Magia, nas notas deste diário descobrimos as aventuras transcorridas nestes 5 dias de visita. Primeiramente conhecemos quem foi Franklin Cascaes, em seguida, dia a dia, nos deparamos com os muitos seres encantados que sempre povoaram as obras do artista.

Florianópolis tem muitas lendas e mitos, e com certeza as lendas que envolvem bruxas e os lobisomens são as mais contadas na região até hoje. Os manezinhos da ilha, como são chamados os moradores, entendem que ali na Ilha muitas bruxas sempre estiveram pelos locais, o que aumenta a curiosidade de quem passa pela ilha.




O artista Franklin Cascaes sempre gostou muito de desenhar as mais diversas bruxas, por ele nomeadas, além de criar seus muitos acessórios. Sou uma grande admiradora das obras do artista e as bruxas são com certeza, para mim, lindíssimas e carregadas desta cultura açoriana presente em Florianópolis.

Porém, a obra da Juliana Dalla não se resume a falar das bruxas, ela trás ainda os demais seres encantados presentes nas obras de Franklin, as sereias, os boitatás, e os lobisomens, todos seres fantásticos criados no imaginário popular e retratados nas obras do artista. Alguns dizem que viram, outros só acreditam vendo, Franklin Cascaes dizia já ter visto e por isso decidiu retratar cada um deles.



E claro, como não poderia deixar de ser, Juliana trás ainda um pouco das benzedeiras, queridas senhoras que com benzimentos ajudam as pessoas, desde um machucado até espantar as bruxas, as benzedeiras tem sempre um benzimento para ajudar no que se precisa. Ela trás na obra alguns benzimentos, o que é riquíssimo, visto que as palavras usadas pelas benzedeiras são sempre divertidas para as crianças, ela trás benzimento para: espantar bruxa, espantar boitatá, amansar animal feroz e até, abrandar trovoadas.

Juliana Dalla consegue trazer em linguagem simples um pouco da história do artista Franklin Cascaes, assim como consegue nos colocar no dia a dia destes manezinhos que vivem em Florianópolis, a obra encanta pelo seu conteúdo, como encanta pelo papel histórico de resgate e manutenção deste bem imaterial importante, que é o imaginário popular a cerca das lendas e mitos.




A obra tem ilustrações do Sergio Magno, que foi muito feliz ao mesclar o seu traço pessoal com os traços do Franklin Cascaes, quando vemos as ilustrações conseguimos perceber o quanto elas se aproximam da linguagem do artista a que se destina a falar no livro.

Fiquei mesmo fã do Sergio, e aproveitei para conhecer mais do trabalho dele no site, fiquei ainda mais encantada. Ele mistura diversas técnicas nesta ilustração, o que deixa as imagens repletas de significados, é destas ilustrações que conversam com o leitor em paralelo, podemos construir outra história através das imagens, o que na minha opinião, torna a obra ainda mais rica.




O imaginário infantil é povoado por esses seres encantados, logo a obra tende a interessar com facilidade. Além da beleza das imagens o livro serve como forma de fazer conhecer o artista Franklin Cascaes e muito da cultura açoriana, presente em Florianópolis. Para quem trabalha com educação esta é uma obra essencial para se ter no acervo, professores de Arte podem explorar em suas aulas, professores de Geografia e de História tem um bocado a apresentar aos alunos, e claro, na exploração infinita de criação e imaginação que obras como esta tendem a aflorar nas crianças.

Antes de finalizar gostaria de observar a qualidade de impressão da obra, qualidade presente nas obras da Editora Aletria, vale a pena conhecer, a editora tem se tornado uma grande parceira do Varal dos Passarinhos, ficamos felizes em divulgar literatura infantil de qualidade. Para ter acesso a esta e mais obras da editora acesse o site da Aletria: www.aletria.com.br.

E para me desfazer desta vou mesmo fazer um bezimento, que é para espantar qualquer bruxa que possa estar aqui nos rondando:

"Com dois te botaram, 
com três eu tiro, 
em nome de Deus, 
da Virgem Maria 
e do Divino Espírito Santo."



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

"Estava Escuro e Estranhamente Calmo"

Belíssimos livros precisam sempre ser indicados, afinal existem algumas obras que são mesmo um carinho para nosso olhar, este é o caso da obra de literatura infantil "Estava Escuro e Estranhamente Calmo", escrito e ilustrado por Einar Turkowski, editado no Brasil pela Cosac Naify.



Esta é uma daquelas obras que assim que tomei contato a primeira vez ela me fascinou, vários são os elementos que posso destacar como surpreendestes nesta obra, quero deixar registrado que a obra foi vencedora dos principais prêmios internacionais de literatura infantil e de ilustração, e na minha opinião ela é definitivamente merecedora.


A obra narra a história de um pescador que chegando em uma ilha se instala em uma casa abandonada, transformando-a com diversos objetos estranhos e ferramentas. Os vizinhos não se aproximam e demonstram não se interessar pelo estranho que por ali parou.

Ao passar os dias ele passa a realizar uma estranha pescaria, das nuvens ele consegue pescar objetos e peixes frescos, os habitantes ficam intrigados e percebem a habilidade do homem, porém não se aproximam e sequer adquirem os peixes do estranho pescador.

O homem abandona a ilha, segue seu caminho e os moradores da ilha procuram descobrir a incrível e inusitada forma de pescaria do estranho, sem sucesso.

A escrita da obra é repleta de sutilezas, o que é de uma sensibilidade envolvente e de uma instigadora profundidade de conteúdos e significados. As ilustrações tomam papel importante no contexto, rica em detalhes, o que é incrivelmente inusitado, já que a obra é composta por ilustrações em lápis, brancas, pretas e cinzas.



A mim o universo surrealista é o que mais me fascina, destoando das costumeiras literaturas infantis, esta tende a ser uma obra diferenciada e que trás não somente aspectos artísticos produzidos de forma primorosa como trás conceitos importantes para as crianças, que é a falta de diálogo e o julgamento precipitado sobre o outro.

Certamente é uma obra diferente e que tende a instigar crianças curiosas, visto que a obra é diferenciada crianças habituadas com a arte literária tendem a compreender o seu contexto sem grandes indagações, já para crianças poucos acostumadas com obras diferenciadas existe ainda um belo caminho de descobertas e de sensibilização do olhar.



Aproximar a criança de obras diferenciadas é importantíssimo para que ela compreenda o valor da literatura como obra de arte que ela é, quando acreditamos que as crianças gostam somente de livros coloridos, e mais quando pensamos que a criança se sente atraída somente por livros de interação, estamos subestimando a capacidade da criança de perceber as sutilezas presentes em obras diferenciadas, o preto e branco pode ser tão rico quanto a cor, depende necessariamente da forma como olhamos.

Portanto é essencial compreendermos que a criança pode e deve desde criança conviver com diferenciadas obras e literaturas.



Bom, acredito que já não é preciso muito mais para que eu possa dizer que, sem dúvida alguma, esta literatura figura como uma obra altamente recomendável para a infância.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Para o Natal + BC

O post de hoje é sobre livros, e livros, e livros...

Senta que lá vem a louca dos livros =D

Primeiro quero dar uma dica de literatura Natalina, depois quero relembrar sobre uma BC que comentei a um tempo atrás mas que esperei um cadinho para as idéias se assentarem, agora penso que vem chegando a hora.

Mas vamos por partes...

No ano passado fui em busca de uma história para contar na época do Natal, queria uma história que agradasse os menores e os maiores, foi então que encontrei o livro: O NATAL DA BRUXINHA.



Vamos lá, qual a criança que não gosta de BRUXA? Até eu gosto, kkkkk

Este livro faz parte de uma sequencia de livros, a Bruxinha Nita, uma bruxa criança, tem outros livros aonde ela se apresenta, brinca e faz algumas trapalhadas. Já conhecia a Nita pois temos na Roda de Leitura do grupo de teatro em que trabalho, Porto Cênico, outros três títulos que são: A Bruxinha Curiosa, O Aniversário da Nita e Nita e a Princesa das Bruxas.

Nita foi criada pela autora Lieve Baeten e editado e distribuído aqui no Brasil pela Editora Brinque-Book. A autora Lieve Baeten é da Bélgica e não só escreve como ilustras seus livros, é bastante cuidadosa, tanto com o texto como com as ilustrações o que transforma o livro em uma rica experiência para as crianças.

O que mais gosto nesta história é a brincadeira que a autora faz com o Natal, entre montar a árvore de biscoitos a presença de uma Bruxa Noel, o que faz com que a criança posso entrar de cabeça no universo da Nita e das Bruxas.

E sobre a Nita? Ela é uma bruxinha criança, simpática e curiosa, suas trapalhadas surgem de suas brincadeiras e de sua forma sapeca de ser bruxa. 



O que me encanta? Não estamos falando de uma bruxa ruim, mas de uma bruxinha brincalhona e engraçada. ADORO histórias que fogem do convencional.

Vou dizer que inicialmente fiquei receosa em contar a história para os passarinhos, já tenho a história memorizada, pois contei MUITO ela o ano passado e MUITO este ano novamente, ufa!

Sabia que ela funciona com crianças a partir de 3 anos, pois foi a idade que me ouviu contar dias atrás, mas nem poderia imaginar se funcionaria com os passarinhos, e SIM, deu certo, eles curtiram, UHU!!!!


Primeiro contei a história, depois deixei que lessem sozinhos, Benjamin contou a história umas 10 vezes e Bernardo ouviu sorrindo sempre, AMORES...

A história rendeu no dia seguinte uma caixa sensorial, sim, gelada, kkkk, mas isso é assunto para outro post.

Para quem gostou e quer comprar tem na internet e sai entre R$30,00 a R$38,00. É um bom presente assim como uma boa brincadeira para o Natal.

*****



E vamos para o segundo assunto do post, quanta coisa...

Algum tempo atrás comentei sobre uma proposta que quero propor de Blogagem Coletiva, SOBRE LIVROS, claro, quem não leu, corre e leia aqui, para saber do que estou falando.

A BC Meus Filhos Crescem Com Livros terá o objetivo de mostrar momentos de leitura e contação de histórias entre mães, pais e filhos. Uma forma de estímulo a leitura e também uma troca de experiências, afinal, mães sabem que ser mãe é um constante aprendizado.

Portanto volto a pensar no assunto, amadurecer a ideia e definir uma data, primeiro pensei em propor para antes do FIM DO MUNDO, o que será semana que vem, já????? Depois pensei que se o mundo vai mesmo acabar ninguém vai se preocupar em ler para os filhos, eu mesma vou preferir ficar agarradinha. Dai que se o mundo NÃO acabar mesmo podemos fazer nossa BC em janeiro, UHU...

Deixamos passar as festas, afinal, agora estamos todos nos preparando para o Natal que será na próxima semana, já????? Sim, se o mundo não acabar vamos nos acabar no Natal, ou seja, recesso em todos os sentidos.

Portanto defini que se o mundo não acabar e se depois do Natal as pessoas voltarem a blogar a BC ficará marcada para o dia 16 de janeiro de... 2013, UAU...

Teremos tempo de pensar no que postar, pensar em algum livro legal, pensar em momento literário que foi especial, tá ai, tá marcado dia 16 de janeiro de 2013.


*****

Rapidinha antes de terminar, hoje os passarinhos cortaram as madeixas pela segunda vez, estão lindos. A Mamãe passarinha também cortou as madeixas, mas no meu caso já perdi a conta de quantas vezes visitei o salão. Papai passarinho também cortou as madeixas. Agora somos a Família dos Pássaros de Cabelos Cortados, lindos e preparados para o Final do Mundo, ou para o começo de 2013 =D

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

No Gemelares

Vejam que legal, essa semana recebi o convite da Juliana do Portal Gemelares para publicar o post que escrevi sobre Bebês e Livros, no blog do Gemelares, CLARO que aceitei.

Fiquei super honrada e feliz, gosto muito da Juliana assim como admiro muito o trabalho que ela faz no portal, auxiliando e informado famílias que assim como a minha recebe o presente de ganhar mais de um bebê em cada gestação.

Indico o portal para qualquer mãe, não somente as que tiveram gêmeos, pois tem muitas dicas e um conteúdo super selecionado.

Ai vai o link e ficarei feliz em receber a visita de vocês por lá também =D


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Bebês e livros: aprendendo a manipular

Voltei, a louca dos livros baixou em mim novamente e venho falar de... livros!

ADORO!

Então que desta vez o post será sobre bebês e livros, como manipular, como estimular, como oferecer ao bebê livros, de papel e outros.

Este post nasce de uma inquietação que diversas mães participantes do Montessori para Mamães encontram, como oferecer o livro para o bebê que come, rasga, morde e acaba com a vida do pobre do livro. Como trabalho com literatura infantil e pesquiso o livro na primeira infância decidi contribuir um pouco com o que venho estudando e descobrindo.

Acreditem, é possível, meus meninos passaram a folhear os livros sem rasgar e comer com menos de 1 ano, ou seja, é possível. Nas pesquisas que fiz para o Mestrado, aonde falei sobre a literatura infantil e os bebês já havia percebido esta possibilidade, mas não era algo do meu dia a dia, agora com os passarinhos pude ver in loco que funciona.

Passarinhos pequeninos, livros pequeninos =D

Começa que aqui em casa temos muitos, mas MUITOS livros, por toda parte, trabalho com livros, portanto recebo livros de editoras e mesmo compro, pois adoro novidades quando o assunto são livros de qualidade. Logo que os passarinhos começaram a circular livre pela casa vieram os primeiros livros mastigados, então parei tudo e coloquei em prática o que estudei.

Primeiro ponto: o livro deve estar na vida do bebê desde que ele está na barriga. Sim, parece loucura mas o bebê pode ouvir o som da voz da mãe e este primeiro contato é muito importante para que o bebê se sinta acolhido e o laço entre mãe e filho fortalecido. Já contei aqui como é a relação dos passarinhos com o livro que eu costumava ler para eles na barriga.

Segundo ponto: o livro deve estar na vida do bebê como MAIS UM brinquedo. Logo o espaço do bebê deve contemplar livros que estejam ao alcance de suas mãos, da mesma forma que o carrinho, a boneca...

Terceiro ponto: o bebê deve ouvir histórias todos os dias para que aguce na criança o desejo por ouvir histórias e futuramente o gosto pela leitura. Começar de bebê e pensar no futuro =D

Dai vem a pergunta, até ai está tudo ok, mas e quando o assunto é comer livros, como faz?

Sim, sim, sim, normal, todo bebê terá como primeiro impulso comer os livros, levar a boca, simplesmente porque o bebê descobre o mundo pela boca, tocando com a boca, conhecendo. Não é possível imaginar que o bebê irá descobrir o objeto livro de outra forma, e nem pretende-se. No entanto é possível fazer algumas adaptações iniciais e utilizar outros materiais para que o bebê APRENDA que o livro serve para LER e não COMER.

Inicialmente os livros adequados para que o bebê manipule são os produzidos de tecido, plástico e papel acartonado (aquele que tem as folhas bem grossas). No entanto é importante mesmo neste momento que o bebê perceba a existência do livro de papel e que em determinados momentos ele possa conhecer e manipular estes livros nas mãos para ir conhecendo e descobrindo.

Logo em seguida faz-se necessário a adaptação, que consiste em sentar com o bebê diversas vezes e sempre com o foco em ensinar a criança a folhear, iniciando com revistas e gibis, deixando o bebê livre para rasgar e explorar sensorialmente o papel, este momento acredito ser um dos mais importantes, pois como o bebê sente CURIOSIDADE é necessário que ele possa sanar esta curiosidade para seguir em frente.

Após algumas experiências livres do bebê com revistas e gibis vem a parte educacional mais cansativa, em diversos momentos e eu diria DIARIAMENTE deve-se sentar com o bebê e explicar que aquele objeto é um livro e que ele não é para ser estragado, rasgado, mordido. E ai neste momento é necessário praticar o desapego, selecionar 2 ou 3 livros que serão sacrificados em prol de outros muitos que ficarão inteiros e vivos. SIM, SIM, SIM, é necessário deixar a partir de então alguns livros, de papel, ao acesso do bebê e sempre que perceber que ele está com o livro na mão se aproximar e aproveitar o momento para ensinar o que fazer com o livro.

É demorado e é um pouco cansativo, MAS FUNCIONA, volto a dizer, meus passarinhos começaram a manipular os livros sem rasgar ou morder antes de completarem 1 ano. Aqui foram 4 livros que já não tem mais as imagens completas e estão bastante danificados, mas ao mesmo tempo outros muitos estão inteiros e convivem, muito bem obrigada, circulando nas mãos dos passarinhos e pelo quarto... livres, leves e soltos.

Dois dos livros (bem usados) dos passarinhos...

Vale ressaltar que os livros que foram danificados DEVEM continuar juntamente dos demais, pelo menos até esta fase passar, e especialmente porque o bebê deve perceber que o livro já não está mais completo porque foi mordido, rasgado, por ele. Aqui o que acontece com certa frequência é eles solicitarem que eu faça a leitura de um livro e quando está faltando alguma imagem eles apontam e fazem ah, ah, como quem pergunta aonde está o urso, a abelha, ou seja, percebo que eles sabem como era o livro e que ele foi danificado. 

Disso tudo tenho uma certeza, o bebê que é estimulado DIARIAMENTE em contato com os livros tem sim uma possibilidade de em 2 ou 3 semanas compreender de que forma manipular e folhear o livro, e logo que ele aprende começa a melhor parte, a descoberta de um mundo de possibilidades, todas que cabem nas páginas dos livros, da imaginação a sensibilidade.

Bem, bem, espero ter contribuído, dúvidas sempre ficam, eu tenho e todos teremos, o negócio é colocar na prática e se surgir novas descobertas aproveitar.

Crescendo com os livros =D

Ai fica minha dica, se mais alguma mamãe tiver alguma dica ela é SUPER bem vinda, vamos nos ajudar e fazer dos nossos filhos pequenos e futuros grandes leitores.

Porque quem lê é mais feliz!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Dia Nacional do Livro e BC

E vamos lá para mais um saga da louca dos livros... EU!

Hoje comemora-se no Brasil o Dia Nacional do Livro, não poderia deixar de compartilhar, lembrar e incentivar a leitura.



É muito importante termos no nosso país um dia dedicado ao livro, infelizmente nem todos sabem e nem todos compartilham e participam. As escolas costumam lembrar, e fazer algum tipo de manifestação relacionada ao livro e incentivando leitores.

Acredito que manifestações de estímulo a leitura sempre serão válidas, já disse Monteiro Lobato, "Um país se faz com homens e livros".

E é fato, crianças que lêem mostram-se mais criativas, imaginativas e principalmente mais investigadoras. Acredito sim que um país deve e cresce quando incentiva suas crianças a lerem e os adultos a continuarem lendo.

Pronto, a louca do livro lembrou deste dia lindo aqui no blog, mas claro que a louca quer ir mais longe...

Já fazem algumas semanas que tenho pensando no assunto e hoje decidi compartilhar e plantar uma semente para ver se dará certo, =D

Vou propor uma Blogagem Coletiva com o título: MEUS FILHOS CRESCEM COM LIVROS!

A proposta será a de mostrar as nossas manifestações de leitura para nossos pequenos ou não tão pequenos, quero lembrar que não lemos somente letras, lemos o mundo ao nosso redor, a partir do momento em que podemos enxergar estamos lendo e compreendendo tudo o que está ao nosso redor.

Portanto esta BC é também uma forma de incentivar aos pais que leiam para seus filhos, sejam eles com 4 meses ou 10 anos, não importa a idade, o que importa é o laço de amor e cumplicidade que cresce em momentos como este.

Além disso, a BC também nos dará um acervo de livros que conheceremos e poderemos nos interessar, desta forma poderemos descobrir novos títulos, novos autores, novos livros, novos degraus para a nossa imaginação.

Agora vou criar o banner e já estou hoje plantando a semente, vou passar nos blogs amigos e convidar que participem, e claro vou esperar de coração que dê certo, que eu possa com esta BC incentivar a leitura na vida de todos nós.

Palavras da LOUCA DOS LIVROS... kkkkk

Antes de terminar quero citar uma situação a qual passo aqui em casa quase todos os dias.

Quando estava grávida costumava ler muito para meus passarinhos, na barriga ainda, e um livro que eles ganharam e que sempre li foi o FUZARCA, acreditem ou não, eles nasceram e desde a primeira vez que li para eles este mesmo livro, já fora da barriga, eles escolheram esta história como a predileta deles.

O que posso acreditar com isso?

Sim, eles sabem do que se trata, eles lembram, eles estavam lá e hoje estão aqui e permanecem com a memória auditiva de que aquela história já é conhecida e adorada, pois escolhi para ler para eles antes e agora.

Não nego, fico apaixonada por saber que deu certo...

Só posso terminar dizendo que acredito de verdade que QUEM LÊ É MAIS FELIZ!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ler e ler, eu gosto, eles gostam, nós gostamos...

Voltou a louca do livro para falar... de LIVRO!

Vivo livro, todos os dias, pela minha profissão e por opção.

Gosto, GOSTO mesmo.

Sou dessas que um dia o Papai Passarinho indagou que ele já PENSOU em atear fogo em todos os livros, porque fazer mudança da louca dos livros dá trabalho, pesa e ocupa espaço.

Sou dessas que um dia em uma enchente, ausente da minha casa sendo inundada por água, liguei para a querida Dona Zi, que estava fazendo o favor de tirar meus pertences antes que estes ficassem inutilizados  e disse: Esquece o resto, salva os livros, só isso.

E nessa perdi 500,00, que foram embora com a água, estavam escondidos no meio das roupas, mas não lembrei, porque... LEMBREI DOS LIVROS.

Pois então, sempre fui assim, desde pequenina, conta minha mãe que antes de ser a louca dos livros eu fui a louca da Porquinha Pirula, porquinha criada pela minha mãe, e que a louca aqui pedia todas as noites, para ouvir, sempre a mesma história. Segredinho, minha mãe lembra da história, AINDA, quando crescer quero ter uma memória assim.

Assim, deste meu jeito, venho refletindo muito sobre como fazer, como incentivar meus passarinhos que sintam o mesmo prazer que sinto ao ler, ao abrir um livro, ao conhecer a história, ao admirar as imagens...

Tarefinha digamos difícil, sim, sei que se tratam de dois BEM JOVENS leitores, mas e ai, sempre digo e repito em palestras e cursos, é importante que os livros estejam nas mãos das crianças como a bola, o carrinho, a boneca. Como faz quando estamos neste lugar, no lugar daquele que incentiva?

Agora estou!

Queria sim, ter uma fórmula, daquelas incríveis em que num passe de mágicas eles ficassem loucos, como a mãe, pelos livros. Difícil isso, parece mais história de livro.

Disso tudo estou certa, estou fazendo a minha parte. Temos uma casa cheia de livros, livros de pano, de plástico, de banho, de papel, de papel cartão, livro fino, livro grosso, livro de livro, livro de imagens, ah e tem ainda livro de poesia e tem poesia na parede.

Porque aqui lugar de poesia é em todos os lugares.

O mesmo amor que tenho pelos livros devoto ao meu desejo que eles se tornem leitores. Queria eu que o mundo fosse de pessoas mais e mais leitoras, todas como eu, porque eu acho, ler é delicioso.

No Mestrado constatei que de fato criança gosta de livro, formar um leitor é principalmente demonstrar que o livro é uma porta aberta para novos mundos, novos olhares, novos conhecimentos, mas principalmente, uma porta aberta para o mundo das artes. A arte esta que sensibiliza e transforma o ser humano em um ser verdadeiro e interessado na sua comunidade.

Logo constato que tanto meu papel de formadora de leitores como meu papel de Mãe é o mesmo, porque antes de tudo quer que meus filhos sejam seres humanos realmente HUMANOS, socialmente participativos, ativos e interessados, para que percebam seu papel neste mundo e portanto respeitem todos que estão aqui, desde seu amigos humanos aos seus amigos animais e seu amigo meio ambiente.

Pronto, falei tudo o que estava pensando, ai você que está lendo vai me perguntar, para que esse papo todo ai de cima?

Respondo, estou pensativa, sobre a educação, sobre o que serão e sobre o que ensino aos meus passarinhos. Na realidade esta conversa vai além dos livros, porque o que estou pensando é no como fazer, se sei fazer e mais como estou FAZENDO, tudo isso para chegar no plano do ESTOU FAZENDO CERTO?

Tarefinha difícil essa...

E você ai, o que pensa sobre tudo isso?


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Passarinho também lê: Os 10 amigos

Quem não gosta de Ziraldo?

Quer delícia maior do que um autor que conhece o coração das crianças?

Não tem, a passarinha aqui é louca de pedra por Ziraldo e pretendo sim contagiar meus passarinhos a sentirem o mesmo prazer que sinto quando leio uma literatura bem escrita e bem ilustrada como as obras deste mestre.

Ziraldo em toda a sua genialidade criou nesta literatura, Os 10 amigos, amigos nos dedos, e a ilustração traz os dedos com carinhas, o que é surpreendentemente criativo e instigador, quando o assunto são mesmo os pequeninos.

O livro faz parte da coleção Corpim, aonde o autor brinca com diversas partes do corpo, sempre transformando-as em um personagem, para aguçar a criatividade e a percepção da criança sobre cada parte do nosso corpo.

Texto e Ilustração: Ziraldo

Já contei esta história inúmeras vezes, já contei para pequetitos e até para crianças de uns 8 ou 9 anos, como procuro brincar com a minha própria mão as crianças ficam sempre fascinadas pela possibilidade de ter elas mesmas carinhas nos dedos.

Dedos da Mamãe Passarinha
 E é assim que a brincadeira se faz, conto a história e em seguida transformo os dedinhos deles nos 10 amigos, com carinhas, e cada criança pode dar nomes aos seus amigos.

Preciso dizer que as crianças adoram?

Sei que não...

Mas então que nunca havia contado esta história para os passarinhos, até ontem, quando pegamos o livro e transformamos nossos dedos em amigos, amigos que nos ajudam em TUDO, no que precisamos...

O resultado, foram duas carinhas bem sapecas e surpresas, depois dos amigos nos dedos eles correram na cozinha mostrar os dedos para o Papai Passarinho. Por fim, todos nós nos divertimos.

Passarinhos analisando os amigos...


Bernardo observando os amigos...

Benjamin mostrando os amigos...

Para quem não conhecia ainda esta história fica a dica, as crianças adoram.

O preço do livro varia entre R$22,00 a R$29,00, que é o que procurei na internet. É da Melhoramentos, editora confiável e que tem outros diversos livros de qualidade.

O meu exemplar tenho a bastante tempo, pelo menos 5 anos, sempre o utilizo e guardo com carinho, pois é um dos meus preferidos.

E vamos ler para nossos filhotes...

Porque quem lê é mais Feliz!

Rapidinha: olha que surpresa, assim que publiquei este post, fui para o Face e a querida Mari Hart do Blog Diário de uma mãe polvo! tinha acabado de postar sobre livros, e como ela deixou uma dica super legal publico aqui.

Trata-se da campanha do Itaú intitulada de Leia para uma criança. Fácil e rápido, é só se cadastrar e esperar para receber 3 excelentes títulos da literatura infantil.

Este ano os 3 títulos selecionados são: Lino de autoria e ilustração de André Neves, Poesia na Varanda de autoria de Sonia Junqueira e ilustração de Flávio Fargas e ainda O ratinho, o morango vermelho maduro e O grande urso esfomeado de autoria de Don e Audrey Wood e ilustração de Don Wood.

Livros incríveis, imperdível, corre lá e peçam os seus.

E Mari, obrigada pela dica!

domingo, 19 de agosto de 2012

Passarinho também lê: Adivinhe o que comem

Como contadora de histórias que sou, como atriz que sou, como mãe que sou, mas antes disso tudo, como adoradora de literatura infantil que sou, venho hoje com mais uma dica literária.

Não poderia deixar de ser...

Quero hoje falar de um livro que temos aqui em casa, presente que os nossos passarinhos ganharam da Editora Brinque-Book quando soubemos da nossa gravidez.

Demorou para eles terem compreensão da brincadeira a que o livro propõe, agora no entanto se tornou o preferido da dupla.

A obra leva o título de Adivinha o que Comem e é escrito e ilustrado pela Liesbet Sliegers e editado pela Brinque-Book.


A literatura infantil nas mãos de bebês e crianças é separado por fases, mas não as nossas fases pré definidas pelos adultos, mas as fases a que eles desejarem conhecer, compreender e mergulhar em determinada obra.

Pois que nossos passarinhos entraram a umas duas semanas de cabeça neste livro ai de cima.

Fácil, fácil se tornou o preferido, mas ele já estava ali desde que nasceram.

Agora ele virou moda e o que rola é o seguinte, pedem para a Mami aqui, pedem ao Papi e pedem pra Bobó (tradução: Vovó):



Esta literatura se encaixa no gênero dos livros brinquedos, porque?

Porque se trata de uma literatura bastante interativa, com adivinhas e janelas. Ou seja, não é somente um livro para ler uma história, mas um livro para brincar com as situações ali apresentadas, o que no caso deste livro são os alimentos que cada animal come.

As imagens do livro são grandes e de muitas cores, o texto está em caixa alta, o que pode facilitar para as crianças que estão começando a ler.

O que mais gosto nesta obra são as imagens que não são cópia fiel, mas uma brincadeira com cores, tons, formas.

Além disso tudo o livro é produzido com excelente material, já que na idade dos meninos TUDO vai pra boca, posso assegurar de que o livro está sempre nas mãos deles mas continua inteiro.

Claro que aos poucos estou tentando ensinar os passarinhos a folhear e não COMER o livro, mas no início é natural que eles coloquem na boca, até porque precisam testar e conhecer o material que está nas mãozinhas curiosas.

Por fim, pesquisei na net e descobri que o livro custa em média R$17,00 a R$22,00. O que não é um preço absurdo se pensarmos que se trata de uma literatura de qualidade produzida por uma editora confiável.

Este sem dúvida é um livro que encanta aos pequenos, descobri na prática, com nossos passarinhos.

Porque quem lê é mais feliz!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Passarinho também lê: 100 livros imperdíveis

Sim, estou falando de literatura infantil, apaixonada que sou por livros e em especial por literatura infantil não poderia deixar de abrir este blog falando de livros.

Neste mês a Revista Nova Escola que é uma publicação da Editora Abril lançou uma Edição Especial dedicada a literatura infantil, a edição tem como título: 100 indicações de livros.


Além de o preço ser acessível, somente R$6,99, a revista traz um conteúdo muito bem selecionado, desde um infográfico explicando como se dá a produção de um livro, desde a idéia do autor até chegar nas mãos do leitor, até um artigo muito bem escrito pela Márcia Leite falando sobre selecionar livros infantis de qualidade.

A revista foi editada pela Jornalista e Mestre em Comunicação Social, Januária Cristina Alves, que junto de um time de selecionadores estudou e organizou em categorias os livros por idade. Os livros foram organizados desta forma: até 3 anos, de 4 a 5 anos, de 6 a 10 anos, de 11 a 14 anos. 

Fiquei muito feliz quando li na introdução a explicação para esta categorização e principalmente fiquei feliz ao ler que esta categoria não deve ser entendida como fixa, uma vez que a criança, independente da idade, deve ter acesso aos livros que deseja ler, assim sendo esta categorização deve ser entendida como uma referência e não uma definição.

Novamente fiquei feliz ao ler em diversos momentos a palavra fruir, quando a edição trata da relação de proximidade da criança com o livro, sim o livro entendido como objeto artístico, como aquele que desperta, inquieta, diverte e faz pensar.

Um livro deve ser um convite para novos lugares, para novas possibilidades, para novas descobertas, um convite ao sensível. E esta edição trata destes aspectos.

Esta é uma revista que deve ser lida por educadores mas também deve ser lida por pais, preocupados com o desenvolvimento de seus filhos. Pois um livro é aquele que alarga horizontes e cabe a nós pais incentivarmos o hábito e o desejo de leitura em nossos filhos.

Quero fechar este post fazendo uma indicação, uma vez que a revista fez esta indicação muito bem feita, tenho esta obra, comprei assim que a li, para que meus passarinhos pudessem se divertir da mesma forma que eu, a obra chama-se Telefone Sem Fio, escrita pelo Ilan Brenman e pelo Renato Moriconi e editado pela Companhia das Letrinhas. 



Como não poderia deixar de ser um livro do Ilan Brenman sendo indicado como livro de qualidade, este grande autor tem a capacidade de perceber a criança e ele nos mostra isso em todas as suas obras. Poderia ficar falando de cada um dos livros dele, pois me apaixonei por todos, mas este em especial me tomou de surpresa, pela sensibilidade e pelo inusitado.

Trata-se de um livro de imagens, que faz em todas as páginas a brincadeira do telefone sem fio, muito conhecida por todos nós, as imagens são incríveis e a brincadeira é maravilhosa. Esse sim é um livro que não precisa de descrição para que possamos compreender tudo o que está sendo passado, de ouvido para ouvido, num jogo delicioso.

Fica a dica, corre pras bancas e compre seu exemplar deste especial, vamos dar aos nossos pequenos um universo mágico de bons livros e de excelentes histórias.

Porque quem lê é mais feliz.