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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O que deixar aos meus filhos hoje e sempre!

Em minha conversa com a Fabiana, ela me questionou sobre algo que nunca havia parado para observar. Ela perguntou-me, porque realizo atividades, estimulações, brincadeiras constantemente com os passarinhos.

Este questionamento ficou reverberando em mim durante estes dias, de pronto não sabia o que responder, agora refletindo melhor consigo dar a ela a resposta que acredito realmente ser o motivo pelo qual me envolvi desta forma com a maternidade.

Se fossem questionar minha comadre Valéria, ela responderia que encontrei na maternidade minha melhor profissão, e em parte concordo com ela, porém é bastante intrigante a forma com que tudo se deu, especialmente porque não sou uma mulher que sonhava e tinha planos em ser mãe, aliás, por muito tempo acreditei que sequer iria casar, e de repente estou casada e sou mãe, e de gêmeos, pacote completo.

Realmente há uma razão especial para que eu me envolva em realizar atividades e querer entreter os passarinhos quase que diariamente, uma parte porque sou artista, e gosto de observar o desenvolvimento do ser humano, uma parte porque gosto de crianças e gosto de brincar, mas não posso deixar de lembrar que SOU MÃE, portanto qualquer que seja o motivo que me estimule o principal está no fato de que passei a observar a criança pequena após a chegada deles, a partir disso só há uma resposta plausível:

CRIAR MEMÓRIAS!

Exatamente isso, espero deixar nos passarinhos boas memórias de infância, desejo que ao crescerem eles se tornem adultos plenos porque tiveram uma excelente infância, porque aproveitaram o que tinham para aproveitar.

Quando penso em deixar boas memórias penso que desejo ainda despertar neles sentimentos de singeleza, de simplicidade, desejo que eles olhem para o mundo com a simplicidade que se precisa para ser feliz, espero que eles consigam olhar uma joaninha, quando adultos, e vejam nela a mesma beleza que viram quando a viram pela primeira vez.

Não pretendo com nenhuma brincadeira alfabetizá-los, sei que eles terão uma vida inteira para aprender as letras, os números e tudo o mais que vem nesse pacote. Porém, pretendo despertar neles o gosto pelo novo, pelo desconhecido e consequentemente o gosto por aprender. Tenho absoluta certeza de que tudo o que somos aprendemos a ser com nossos pais, desejo portanto que eles aprendam que ser curioso e desejar aprender é um hábito saudável e que deverá se estender por toda a sua vida, desde que plantado corretamente desde sempre.

E essencialmente acho importante valorizarmos o tempo que temos juntos, porque quando estamos juntos estamos todos nos divertindo. Aprender a se divertir também é algo de que pretendo ensinar a eles, espero que ao se tornarem adultos eles saibam que sorrir faz parte de ser feliz, espero que tenham sempre em suas vidas diversão, sei que eles saberão ser sérios e concentrados quando preciso for, porém nem tão sérios e nem somente brincantes, aprendendo a condensar os dois estágios para que a vida seja mais leve. Acho inclusive que todo adulto deveria aprender isso, teríamos menos pessoas depressivas e usando medicamentos para conseguirem ver sentido na vida.

E por fim e não menos importante, poque quero que eles se mantenham em movimento. Criança PRECISA de movimento, faz parte de ser criança, acho triste quando uma mãe de uma criança de 3 anos me diz que fica feliz porque seu filho fica 3 horas compenetrado no tablet. Não estou julgando a educação de ninguém, porém não penso desta forma, penso que há tempo para tudo nessa vida, e criança precisa de movimento para ser criança, é pelo movimento que ela descobre seu corpo, sua sensorialidade a aprende a lidar com o espaço.

Além de que a criança que se movimenta aprende a lidar com o inusitado, porque quando estamos em movimento o inusitado acontece, e o que observo é que pessoas que não sabem lidar com o inusitado frustram-se com uma facilidade enorme, espero que eles aprendam a frustra-se e levantar a cabeça e seguir, porque eles sabem se movimentar a seu favor.


Hoje acredito que deixar para meus filhos memórias é aquilo que pretendo como mãe. Não afirmo que com o tempo não vá mudar minha forma de entender a maternidade e a educação deles, hoje porém, estou certa, tudo aquilo que quero quando os estimulo, quando crio novas situações, quando descubro brincadeiras, quando proponho o novo, quando peço que eles leiam comigo, quando os levo para ver o mundo e o espaço, quando me proponho a estar com eles por inteiro, o que desejo é que no futuro eles lembrem com carinho de tudo o que vivemos juntos e tenham a certeza de que eles tem uma vida junto de nós, e tenham sobretudo BOAS MEMÓRIAS de tudo o que vivemos juntos.



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Doce Surpresa...

2015 chegou, e com ele um post novo aqui no blog.

Poderia ficar aqui explicando e demonstrando como o ano de 2014 foi corrido e todos os motivos pelo qual quase abandonei o blog, mas não penso que se faz necessário, no lugar disso gostaria de registrar o motivo pelo qual reavaliei este espaço e decidi retomar a sua escrita.

Estava eu no Banco, aguardando para ser atendida nas mesas de abertura de conta, quando observo que por mais de uma vez a moça que estava atendendo me olhava e sorria. Por um momento me perguntei se a conhecia de algum local, fiquei procurando na memória mas não lembrava de onde pudesse conhecê-la.

Quando ela chama pelo meu número me aproximo e ela diz sorridente:

- Pode sentar, que legal conhecê-la pessoalmente.

Ops, fiquei olhando para ela e claro que imaginei que ela havia assistido algum dos espetáculos que trabalho, como já me ocorreu em outros momentos. E ela diz;

- Adorava ler o seu blog, porque você parou de escrever? Ainda verifico para ver se rolou outro post.

Sim, ela estava falando do blog, já situada eu digo:

- Você leu o meu blog, que legal.

E ela diz:

- Sim, li e adorava, te acho divertida, e vou te confessar, eu sou mãe de um menino e já me sinto perdida sempre ficava imaginando como você dá conta de tudo. Leio o blog desde que estava grávida e procurava dicas para mães, achei seu blog e achei ótimo quando descobri que você é de Itajaí, continuei lendo e senti muita falta quando você parou.

Continuamos nossa conversa, que foi como se eu estivesse falando com alguém que me conhecesse a um bocado de tempo, conhece meu jeito de ser mãe, concorda com algumas das minha atitudes e tem dicas para me ajudar em algumas das minhas angústias.

Puxa, nunca havia passado por uma situação como esta, foi a primeira vez que percebi que de fato não escrevo para ninguém, existem leitores, leitores anônimos, porque a Fabiana, sim ela tem nome, é uma leitora anônima, nunca deixou recado, eu não sabia de sua existência, mas ela ali estava. Fiquei muito realizada quando ela me relatou que fez com seu filho algumas das propostas de apresento no blog, e ela me disse que foi através do meu blog que ela se interessou em ser uma mãe presente, brincante.

Vou dizer, fiquei tocada, muito tocada, fiquei emocionada, e foi ali, naquele momento que percebi que eu deveria retornar. Saindo do banco já me ocorreu todos os dias em que pensei em escrever sobre determinados assuntos mas a correria do dia a dia acabava por me levar para outro caminho, que não o do blog.

Tanto se passou do último post que escrevi até hoje, crescimento acelerado dos dois, mudanças significativas, deles e minha, um tanto de coisas que gostaria de dividir, ajudar, crescer, desenvolver.

Pois bem, não posso afirmar que conseguirei escrever com a frequência que gostaria, mas posso garantir que a doce surpresa que recebi desta leitora me faz ter como objetivo para este ano a manutenção do blog.

Então que venham os posts de 2015!



segunda-feira, 28 de abril de 2014

Mudar para uma casa, mudar a vida ou o que andamos vivendo aqui!

UAU!

Sinto-me um pouco turista no blog, no meu blog, ou melhor, no blog dos passarinhos.

É fato, a falta de tempo tomou conta de nós todos, em especial da mãe aqui, que afinal é quem escreve.

Para dar um panorama BEM geral do que anda rolando aqui, mudamos para uma casa, enfim, o que tem sido extraordinariamente maravilhoso, esse era meu projeto para 2013, e o conclui apesar de nos mudarmos somente na primeira semana de 2014. Está valendo ainda assim =D

Neste meio tempo estamos nos adaptando a viver em uma casa, muitas novidades, um lugar gigante de exploração, sim, sair de um AP com duas crianças e entrar em uma casa é perceber que não há limites, eles adoram o espaço e desde que estamos aqui percebemos como a vida pode ser muito mais tranquila. Eles aproveitam os espaços, eles aproveitam o quintal, eles aproveitam...

Além disso há o fato de que aos poucos estou retomando minha vida de trabalho, como sabem sou atriz, portanto, ensaios, decorar texto, montar cenário, produzir adereços, tudo isso parece simples mas demanda tempo e bastante dedicação. Com os passarinhos na escola tenho conseguido passar o tempo sem eles produzindo e o tempo em que estão em casa, FICO COM ELES, e nada mais!

Como nosso espaço aqui é maior temos produzido muitas possibilidades de brincar, os dois se desenvolveram muito nesse tempo. Mas há algo de incrível, desde que vivemos aqui eles passam muito mais tempo brincando juntos sem que hajam desavenças entre eles, então penso, de duas uma, ou eles estão amadurecendo ou de fato o AP estava pequeno para nós.

Eles crescem, um bocado, estão com 3 anos completos agora em março, desta vez a mamãe aqui não produziu uma grande festa, nada disso, foi algo pequeno aqui em casa, para não passar em branco, mas foi delicioso, tivemos tempo de ver nossa família e curtir estarmos juntos.

Por aqui eles crescem, nos divertimos e temos muito para dividir aqui. Amanhã eu volto e conto um pouco mais dos nossos aprendizados e descobertas.





sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Mais primavera, por favor!




Vamos nessa que a Primavera ainda não acabou, especialmente aqui em casa. Passarinhos tem tido muitas descobertas quando apresento a eles novos elementos, novas cores, e a primavera nos proporciona dias de sol lindo, sem calor intenso, o que nos inspira a descobrir as cores.

A um mês, pelo menos, que sequer consigo postar aqui, e para falar a verdade tenho optado por brincar mais com os dois, no tempo que nos sobra juntos, bastante trabalho e minha vida de atriz voltando ao que era, claro que sem as viagens que sempre fazia, mas com ensaios e apresentações, muitas.

Porém sempre há tempo para tudo, o que quer dizer que continuamos a brincar e explorar por aqui, com menos intensidade mas com a mesma emoção.

Entre os momentos primaveris montei uma caixa sensorial com insetos que costumam aparecer nesta estação do ano, este conjunto de insetos de plástico comprei em um site da china, bom, bonito e barato e ainda chegou em casa, o restante da caixa é cascalho e verdinhos de decoração que comprei em uma loja de 1,99 aqui pertinho de casa. Rá, adorei, claro.


EU ADOREI, e os passarinhos, NÃO, medo, foi o que ouvi assim que apareci com a caixa, eles estavam sentados aguardando, e assim que viram já foram se afastando. NUNCA havia acontecido. De fato os insetos são de uma perfeição impressionante, além de lindos despertaram medo nos passarinhos, que demoraram um bocado para se aproximar.



Bernardo foi sem dúvida o mais medroso, a cada inseto que eu pegava na mão, com a intenção de os aproximar, mais ele se afastava de nós e dos insetos.



Aos poucos fui percebendo que ao invés de insistir na aproximação deles com os insetos deveria procurar outro estímulo que os interessasse e observar para perceber qual seria a interação. Foi então que os convidei a brincar com os cascalhos, o que foi excelente, Bernardo chamou de pedrinha e logo foi montando uma rua. Benjamin não se ateve aos cascalhos mas sem minha intervenção ele foi se aproximando dos insetos e enquanto colocava os insetos para tomar banho, sem perceber, ele se ateve a brincar e TOCAR os insetos.





Ao olhar para o Benjamin Bernardo percebeu que a brincadeira de colocar os insetos para tomar banho era legal, ele se aproximou e quando percebi estavam bastante familiarizados com os insetos. Nada de medo, muitas brincadeiras.


E quando o medo vai embora o que ficam são as descobertas =D

Bernardo demorou, mas gostou!

Benjamin deu o primeiro passo e foi trazendo o mano para brincar também.

Por fim, a percepção que tive neste dia de brincadeiras foi a importância de acreditar que a criança, sozinha, descobre o seu caminho de aprendizado, uma das principais propostas de Montessori versa justamente sobre isso, segundo ela o adulto deve dar condições para que a criança conduza o seu aprendizado, pois a mesma tem a capacidade para tal e a percepção de suas necessidades. Segundo Montessori, "nunca ajude uma criança em uma tarefa que ela sente que pode fazer sozinha". O desenvolvimento da criança portanto está diretamente relacionado com a sua maturidade.

O Natal está quase ai e ainda estou a falar sobre a primavera, sim e não, já temos aqui feito algumas brincadeiras relacionadas ao Natal e outras relacionadas ao verão e a praia, afinal, moramos na praia.

Mas tudo isso fica para os próximos posts!



quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Do quase nada que sei =/

Esta semana que passou me peguei pensando em coisas muitas sobre a maternidade, entre elas as minhas certezas, incertezas, incertas...

A realidade é que a imagem que sempre tive de maternidade é a da minha mãe, e claro que ela sempre me pareceu super segura, certa de todas as suas decisões, não sei dizer se ela pensava isso tudo que penso eu hoje, mas eu penso muito.

Antes dos passarinhos nascerem li um bocado sobre maternidade, li um bocado sobre gêmeos e li outro bocado sobre ser mãe, tempo pra ler eu tinha, parei tudo, fui forçada a repousar, pensa na louca que leu tudo o que podia e mais um pouco.

E foi assim, repousando, sem filhos berrando, sem casa desorganizada, sem roupas para lavar, sem leite para pensar, que me senti certa de que sabia tudo o que precisava saber sobre ser mãe. PRONTO! Eles podiam nascer, eu sabia tudo, eu faria tudo, tava tudo ali, nos livros, e era só seguir,

Só que ai que um dia eles nascem e eu me vejo sem nenhum suporte real, cadê o livros que ia me ajudar? Ai é que vem o problema, filhos não tem manual, mesmo que o livro pareça com um manual, ele não se aplica a realidade do dia a dia, da vida, dos filhos e especialmente das peculiaridades de cada filho.E eu tenho 2 filhos, bem peculiares por sinal =/

De qualquer forma, muito do que eu precisava aprender sobre os primeiros meses dos babys descobri ainda no hospital, no período em que os passarinhos ficaram internados, um outro tanto os livros me ajudaram e bastante o dia a dia e as descobertas REAIS sobre a maternidade.

E com o tempo vamos nos deparando com a realidade acerca do ditado que diz: "filhos pequenos trabalhos pequenos, filhos grandes trabalhos grandes". Ai é que o bicho PEGA.

Eles eram bebês chorões, na medida, ou não, porque sou mãe de primeira viagem então o que sei é a única medida que vivi até hoje, a medidade deles. Eles eram bebês ativos, eram e são, fato, só há calma e tranquilidade na nossa casa se eles estão dormindo, caso contrário bastam 5 minutos para a casa estar virada de pernas para o ar.

Porém, algo mudou neles dois de um tempo para cá, a umas 2 semanas que sinto minha vida virar, UAU, eles mudaram, um bocado, e os livros não falavam disso (ou eu estou precisando de novas leituras). Mudaram de uma forma estranha e vou ser sincera, TERRÍVEL!

Na segunda-feira por exemplo, fomos ao supermercado, ao contrário de outras idas eles não quiseram de forma alguma ficar no carrinho, se os deixássemos no chão corriam e jogavam tudo no chão. Como já havíamos selecionado tudo, decidi deixar o papai passarinho passando as compras e fui para o carro. Podia ter sido simples assim, só que não, eles se jogaram no chão, não queriam levantar, berravam, e eu me peguei naquela situação péssima que já presenciei diversas vezes em supermercado, uma mãe constrangida com um filho dando show, só que desta vez a mãe constrangida era EU.

Sim, fiquei muito constrangida, o supermercado CHEIO e os dois dando show.

Peguei eles no colo e sumi, fui para o carro. Eles não queriam entrar, novamente fizeram show no estacionamento. Deixei eles livres no carro, e até ai tudo bem, tenho sempre livros no carro, li algumas histórias, cantamos, e o Papai chegou. Colocou as compras no carro e fomos sentá-los na cadeirinha para seguirmos para casa, podia ser simples assim, só que não novamente, NOVO SHOW, se jogavam, berravam e tudo aquilo que esperava nunca passar. Papai precisou usar de voz bem ATIVA, falou alto e impôs limites, eles sentaram.

Chegamos em casa, estava me sentindo exausta e me perguntando: cadê meus passarinhos que estavam aqui?

Não sei dizer ao certo tudo o que passa na minha cabeça, não sou hipócrita em dizer que eles eram anjos, volto a dizer eles são ativos, mas nunca foram assim exagerados. Não consigo sequer encontrar uma palavra que descreva o que sinto, como me sinto.

Estou aqui me perguntando se seria isso a fase dos terríveis dois, que já li em alguns sites e blogs, ou me pergunto se estou a fazer algo de errado.

A algum tempo atrás li um livro chamado "Besame Mucho - como educar seus filhos com amor", me encontrei em cada frase do autor, em como quero e desejo lidar com os passarinhos, como ensinar através do amor que sinto, como fazê-los se perceberem nesse mundo. Mas o livro não relata como lidar, com amor, com filhos que se jogam no chão e berram para que todos parem para apreciar o show da dupla.

Não sei, não sei e não sei...

Toda aquela certeza que via nos olhos da minha mãe não encontro na minha maternidade. Estou aqui pensando se estou educando os dois de forma errada, qual o limite, como agir em casos assim. Como não ficar constrangida mas agir de forma segura.

Abro aqui um parênteses, quando digo que me sinto constrangida não estou me referindo a sentir vergonha em educar na frente de desconhecidos, não é isso, constrangimento no sentido de que não estou sabendo como lidar com esse tipo de situação, e como não sei lidar me pego sem ação. A questão em si está no fato de que como converso com eles diariamente, não vejo lógica nesse tipo de atitude, acabo por achar mesmo tão surreal que fico constrangida. Eles não eram assim, e porque tem agido assimda noite para o dia.

Porque a mudança? O que anda acontecendo?

Esse é um post desabafo, com um desejo sincero de que logo consiga perceber como lidar com essa FASE (espero que seja somente uma fase) a qual estamos passando.

Taí a grande Mafalda, ilustrando como me senti no supermercado!






sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ele não é a mãe...

Não, ele é o PAI, mas é quase mãe, sim, quando me perguntam como dou conta sempre respondo, é que lá em casa não tem pai e mãe, tem duas mães. E tem!

Ainda lembro o dia em que descobri que estava grávida, nos olhos dele percebi que naquele momento um desejo se realizada, ele desejava muito ser pai, ele queria, ele esperava e naquele dia se realizava, foi lindo de ver, assim como é lindo relembrar.

Ainda lembro o dia em que o comuniquei que eram gêmeos, estávamos no pronto socorro e o médico avisou que o sangramento era um aborto, sofremos muito, e fui sozinha para o ultrasom, e quando sai a enfermeira quis dar a notícia, e ele perguntou, está tudo bem com o bebê? E ela respondeu: tão bem que são dois!

Ainda lembro, o rosto dele, o susto dele, o não entender, o não saber...

Ainda lembro dos dias que se seguiram, ele ficou silencioso, e depois de dois dias me disse: já organizei tudo, já fiz um planejamento aqui de como vai ser, não se preocupa. E eu ri, e continuo rindo porque TUDO o que planejamos MUDA, porque desde que eles nasceram NADA mais é planejado.

Ainda lembro do dia em que liguei, de madrugada, as 5 horas, ele havia saído para viajar e eu liguei que estava sangrando, em menos de 15 minutos ele apareceu, e ainda lembro do rosto dele, do medo dele, do receio, da cara de quem já tinha tudo resolvido, de quem estava pronto.

Ainda lembro da correria do parto, da tranferência de hospital, e lembro quando dei tchau a ele pois seguiria para outra cidade na ambulância e ele me disse: não fica com medo eu chego logo em seguida. E eu lembro que ele chegou, e lembro também que ele estava ali do meu lado, comigo. Eu mordi sua mão,eu fiz força e ele fez comigo, ele me abraçava, ele estava tão certo, tão seguro, que eu sabia que ele ali era a maior segurança que eu precisava para aquele momento.

Ainda lembro que o rosto dele foi o primeiro que vi logo que fui para o quarto, lembro o quanto chorei, ele já tinha visto os dois, eu ainda não, e eu lembro que ele me disse: eles são lindos. Eu chorei. Ele me ajudou, ele subiu e desceu comigo na cadeira de rodas, ele me fez levantar depois da anestesia, ele ficou comigo em TODOS os momentos.

Ainda lembro do primeiro banho do Bernardo, pequenino, cabia na mão, e ele me disse: o primeiro banho sou eu quem dou, e deu mesmo, com carinho e muito cuidado. Eu lembro do rosto dele de felicidade. Eu lembro de toda a dificuldade que era ver nossos pequeninos lá no hospital, e lembro da força que ele me passava sempre que estava comigo.

Ainda lembro da nossa festa quando o Benjamin saiu da UTI, e lembro sobretudo que foi lá, dentro do hospital mesmo, que ele me deu mostras de como seria um pai INCRÍVEL. Nós choramos, nós sofremos, nós vimos tudo acontecer lentamente. Eles crescerem devagar, eles era pequeninos demais, mas estávamos ali, juntos, sempre JUNTOS!

Ainda lembro quando o levamos para casa, a alta do hospital, ainda lembro como foi difícil as primeiras noites, e ele estava ali, ele cuidava para que eu dormisse, ele cuidava dos dois e de mim. Ele sempre esteve ali. Lembro de quando ele passou mal, sim, passamos muitos dias sem dormir, passamos por muitas mudanças e o corpo dele reagiu, levamos ele voando para o hospital, ele mal respirava, eu tive MEDO, pensei mesmo que iria perdê-lo, mas ele é FORTE, ele está aqui.

Ainda lembro de TUDO o que passamos juntos, as mudanças, éramos um casal, agora somos pais, éramos 2, agora somos 4.

Ainda lembro bem, que já passamos por dias muito ruins, por dias difíceis, passamos por dias incríveis e dias de sorrisos. Passamos por dias de pagar promessa da mãe. Passamos por dias de chorar de medo. Passamos por dias de não saber para aonde correr. E ele, ele está aqui. Simplesmente porque ele é um pai incrível.

Ainda lembro de cada dia que ele construiu um brinquedo. Ainda lembro da casa sempre bem cuidada para nós. Ainda lembro da comida que os passarinhos mais gostam, a do papai, a melhor batata, a melhor carne de panela, o melhor feijão, é ele quem faz.

Ainda lembro quando voltamos da casa da Vovó Dite e ele havia comprado as bicicletas, puxa, que coisa linda, que cuidado, que amor. Os dois AMAM a bicicleta, ela é com certeza o momento deles 3, deles de meninos, e eu me sinto privilegiada quando eles me deixam ir com eles, pois dai posso participar um pouquinho do mundo deles.

Ainda lembro e sempre vou lembrar que ele é o preferido. O PREFERIDO! Os passarinhos amam demais esse pai. 

Mas também, pai que rola no chão, pai que escova os dentes, pai que ajuda a comer, pai que cozinha, pai que arruma a casa, pai que cria brinquedos, pai que trás carrinho novo, pai que leva para ver o cavalo, pai que limpa, pai que troca, pai que dá banho, pai que faz dormir, pai que está sempre JUNTO.

Sempre, sempre, sempre vou lembrar, nós aqui temos o MELHOR PAI DO MUNDO!

Ele é tão bom pai que tem dias que penso que ganhei na loteria. E ganhei, porque além de me fazer rir, além de me dar conforto e carinho, ele é um pai maravilhoso. Nós não precisamos de mais nada, nós temos, não uma mãe mas um PAI, presente, carinhoso e atencioso. Nós temos a sorte de ter ele com a gente todos os dias.

Nós temos um PAI GRANDE, com AMOR GRANDE e temos por ele o MAIOR AMOR DE TODOS!







domingo, 28 de julho de 2013

Brincar com: Macarrão Colorido


E cá estou eu, novamente sumi, desta vez por um excelente motivo, estávamos na casa da Vó Edite, uma semana por lá, o que foi bom para os passarinhos e muito bom para mim. Apesar de desejar que a semana tivesse sido de sol, o que não aconteceu, aproveitamos muito nossa estada naquele espaço grande e de muitas dessobertas, como Vovó Edite mora em uma casa, os passarinhos adoram correr e aproveitar o espaço livre e aberto. Mas infelizmente metade da semana foi de CHUVA, que dó, e passamos quietinhos nos abrigando, os outros dias de sol pudemos passear e brincar. Levei uma sacola de possibilidades, porém quase nada pude utilizar, estava MUITO FRIO, e não achei que fosse apropriado colocar os dedinhos quentinhos em tinta e outros materiais mais gelados.

Antes de irmos para a casa da Vovó, um dia antes inclusive, propus uma caixa sensorial de macarrões, azul e vermelho. Que foi MUITO, mas MUITO explorado pelos passarinhos, o que ocorre somente é que o macarrão começou a grudar em tudo e quando vi estávamos nós 3 grudando pela casa, a limpeza foi pesada, mas valeu a pena a diversão e os olhinhos curiosos dos dois.


Começo contando que preparar o macarrão foi uma manobra, a primeira receita que peguei na internet de um site brasileiro explicava uma receita simples e prática, e fiz, como na receita cozinhei o macarrão, escorri, separei o macarrão, coloquei o corante, misturei tudo, aguardei 10 minutos e lavei, OPS, o corante saiu praticamente todo.

Então lembrei que alguns blogs americanos ensinam como tingir o macarrão e fui em busca de uma nova receita que parecia dar certo de fato, e deu, a única diferença foi, misturei um copo de água com 20 gotas de corante, coloquei o macarrão em um refratário com tampa, adicionei a mistura de água e corante, mexi bem e deixei reservado por 24 horas. No outro dia lavei o macarrão e SIM, estava pronto.

Para a brincadeira ter ainda mais significado separei ela por momentos, porque isso? Simples, os bebês costumam se interessar pelo toque, pela exploração do tato, porém os dois já passaram por várias experiências sensoriais e sinto, pelas últimas caixas que produzi, que eles deram um passo além, hoje eles exploram o elemento mas buscam também um atrativo, algo para interagir com o elemento.

Desta forma o primeiro estímulo que coloquei junto da caixa foram dois círculos de cartolina das mesmas cores do macarrão, deixei eles livres, não os incentivei a uma proposta específica, coloquei os elementos e os observei.


Bernardo iniciou ordenando o macarrão, um ao lado do outro, como quem faz linhas, depois sobrepôs o macarrão e seguiu um bom tempo nesta dinâmica de organização. Já Benjamin colocou o macarrão vermelho no círculo azul, aos poucos foi chamando o Bernardo para a mesma proposta e quando percebi eles estavam os dois passando o macarrão de um lado para o outro.


Ao lado, separado, deixei alguns potes de plástico. Quando perceberam os potes eles mesmos o buscaram e passaram a colocar macarrão dentro do pote, sempre começavam do pote menor para o maior. Encheram alguns potes, nesta dinâmica e depois mudavam. Percebi que Benjamin passou boa parte do tempo interagindo com os potes, pegava macarrão por macarrão e colocava nos potinhos.


Já Bernardo demonstrou gostar mais de esmagar o macarrão, sorria com o macarrão entre os dedos. Neste momento percebi também como Bernardo de fato é mais organizado do que Benjamin, em boa parte do tempo ele ficou buscando organizar o macarrão dentro da caixa maior, como quem organiza a bagunça.


Por fim Benjamin começou uma chuva de macarrão, não preciso dizer que Bernardo foi atrás e o resultado foram os dois de macarrão da cabeça aos pés. 

Diversão será?

Muita, e muita exploração também!


Ressalto que sempre que proponho uma caixa sensorial busco deixá-los livres para explorarem da forma que entenderem conveniente, a única intervenção que faço é relacionada a utilização do espaço definido, sempre que procuram sair de sobre a colcha eu os oriento para que se mantenham sobre a colcha e depois poderemos explorar o restante da casa, ou o espaço em si.

A criança descobre sozinha a possibilidade do espaço assim como desobre sozinha sua forma de se concentrar em determinadas atividades. A criança aprende pela exploração. Segundo Maria Montessori, "a educação é um processo natural realizado pela criança e não se adquire ouvindo palavras, mas por experiência no ambiente."

Esta é sem dúvida uma proposta de caixa sensorial que pode ser proposta tanto para bebês como para crianças maiores, sendo que os bebês podem colocar na boca por ser um alimento, assim como a criança maior pode buscar outros elementos para interagir com o macarrão.

SIM, eles curtiram muito, e SIM, eu adoro fotografar estes momentos.

Vai um macarrãozinho ai?






quarta-feira, 17 de julho de 2013

As férias e a casa de papelão

Depois de um bocado de trabalho que foi a adaptação dos passarinhos na escola, veio o esperado dia em que eu pudesse dizer: puxa que bom, eles curtem ir na escola.

E como em toda escola tem as férias de julho, e é exatamente nestas férias de julho que estamos.

Quando era criança espera ansiosa pelas férias, não para fugir da escola mas porque eu sabia que teríamos em casa uma programação diferente da habitual, sabia que iríamos viajar, sabia que passaríamos mais dias na minha vó, sabia que brincaria até mais tarde, sabia que teria uma ida ao cinema, e assim vai...

Pois não é que na semana em que antecedeu ao início das férias me pego preparando uma lista de afazeres para as Férias dos Passarinhos? Sim, fiquei pensando que muito provavelmente o mesmo acontecia na minha casa, quando criança, uma preparação para a esperada, as férias.

Nossa listnha aqui tem de tudo um pouco, um pouco de idéias da mãe e um pouco de idéias do papai passarinho também, se eles vão curtir tudo tudo, não sei dizer, mas que a lista foi criada pensando neles, isso foi!

A lista se basei em brincadeiras para brincar, brincar e brincar, confesso que pensei em ordenar por categorias, pensando mais no desenvolvimento, porém fiquei pensando que sempre que a criança brinca ela se desenvolve, ela apreende, decidi então que vamos brincar, simples e fácil assim, sem muito definir porque, quando e onde, vou aproveitar estar com eles.

Ai vai nossa listinha:

  • Casa de papelão - sim, porque eles amam;
  • Pom pom de sorvete - brincar com cores e textura;
  • Caixa sensorial de macarrão colorido - nham;
  • Tinta tempera com suco - vamos brincar de borbulhar;
  • Massinha de modelar caseira com espuma - receita nova e vou testar;
  • Pintura no papel selofane - tem tempo que quero testar;
  • Saquinhos de texturas - estou produzindo a umas semanas e acho que vai ser legal;
  • Jogo de caixas e varetas - eles adoram encaixar e testar o encaixe;
Além da nossa listinha de brincadeiras, tem também nossa listinha de passeios:

  • Casa da Vó DITE - o preferido dos passarinhos;
  • Casa da Madrinha LU - amam ainda mais que o padrinho está de férias;
  • Casa da TIA ROSE - adoram, brincam, pulam, sem palavras;
  • Brincar com o Primo Dante - o primo que todos amam;
  • Pic Nic no parque - não pode faltar.
São muitas coisas para duas semanas será? kkkkkkk, vamos que vamos, no máximo teremos brincadeiras para os dias que se seguem.

Para começar nossos posts de férias deixo fotos da produção da nossa casa de papelão, Papai trouxe a caixa mega e construiu a casa, no dia seguinte a pintamos e agora eles estão curtindo MUITO, entram, saem e fazem o almoço e a janta, tudo para ajudar a mamãe. 

As fotos falam por si, amanhã eu volto...



O resultado na camiseta da mamãe =D

Para quem curte o Instagram, estamos lá também, vem nos seguir: instagram.com/varaldospassarinhos =D



terça-feira, 16 de julho de 2013

Cadê a mãe blogueira que estava aqui? ACHOU!

É bem assim, estou eu cá escondidinha, o motivo? Falta de tempo.

Desculpa mesmo aos queridos amigos do blog, desculpa mesmo a este espaço que gosto tanto, mas ser mãe toma tempo, e como não sou somente mãe acaba que minha vida virou uma corrida contra o tempo.

Acredito que em alguns momentos cito um pouco do que faço no dia a dia, porém, nunca falei exatamente de todos os meus lugares de trabalho, e veja bem, não são poucos, trabalho no total em 6 lugares diferente =O

Bem isso, kkkkkkk, agora na contagem até eu fiquei com a boca aberta.

Pois neste post não pretendo citar todos eles, é coisas demais, porém posso explicar resumidamente que trabalho em um grupo de teatro, como atriz e contadora de histórias, trabalho como professora em Nível de Especialização, conto histórias semanalmente para crianças de 6 a 10 anos e ainda faço artesanato. Ou seja, a vida é punk por aqui meu bem.

Mas não reclamo, o fato é que sou assim mesmo, ATIVA, ao extremo, se não tiver tantas atividades fico louca, perdida, chata e irritada, isso tudo serve como mola para que eu não pare e me sinta bem. Pode parecer loucura, mas sou dessas que se parar vira uma chata.

Bom, só que ai no meio disso tudo tinha um blog, e claro, como o blog é um passatempo ele foi ficando de lado de ladinho, quietinho. E como não é exatamente isso que quero para ele decidi que vou me dedicar um tempinho a mais, acho sinceramente que essa coisa do inverno me deixou preguiçosa, kkkk

Sabe que conforme os dias foram passando eu ia pensando em posts que queria trazer para cá, mas assim como eles vinham eles iam embora, sem dar tchau, foram semanas muito, muito corridas por aqui.

Existem coisas muito gostosas que aconteceram, os passarinhos tiveram uma mudança muito grande em suas atitudes, penso mesmo que o que houve foi um amadurecimento, e a olhos vistos, desde a comunicação até a autonomia, aliás, essa será tema para um post esta semana mesmo, porque SIM eles tem MUITA autonomia. É lindo de ver todo esse desenvolvimento.

Bom, sem delongas no post de hoje venho anunciar que sim, vou voltar, kkkk, e amanhã JÁ terei post falando um poquinho destas nossas férias, de duas semanas mas com direito a lista de brincadeiras e caixas sensoriais.

Acho que aqui cabe bem um Especial de Férias. Afinal já começamos a nossa bagunçando, papai já fez uma casa de papelã nova, já brincamos com macarrões coloridos, já fomos a uma feira de livros, já recebemos visitas...

E assim vai, papo não me falta o que faltava mesmo, era tempo. E esse vou acertando aos poucos!




domingo, 23 de junho de 2013

Quero um Brasil para o FUTURO #protestomaterno


De repente um dia pela manhã acordo e nos noticiarios vejo movimentações em São Paulo e no Rio de Janeiro relacionados ao aumento da taxa de transporte público, ou quase público, afinal transporte público presume gratuito o que não é a relidade do nosso país. Claro que o primeiro pensamento que veio a minha mente foi, eles vão reenvindicar como sempre acontece no nosso país, não vai sair disso.

No dia seguinte leio no facebook a movimentação de muitos amigos que moram em Sampa e no Rio e a conversa de que o povo deve ir ás ruas e lutar pelo que queremos, até ai a conversa versava sempre sobre o transporte público.

No dia seguinte vejo uma movimentação ainda maior nas redes sociais, vejo a indignação, vejo as pessoas começando a de fato mostrar o motivo pelo qual doeu a todos os brasileiros os 0,20 que eram para os bolsos dos paulistas e não nossos. Só que não.

As manifestações tomaram corpo e vozes e as pessoas perceberam a importância de exercer nossa cidadania. Sim, ser cidadão é antes tomar parte, e fazer parte, todo e qualquer movimento a favor de resultados reais valem a pena, se não fossem aquele 0,20 iniciais não chegaríamos aqui, e ainda bem que houveram os primeiros manifestantes pois foi através deles que percebemos que podemos ser ouvidos.

Ocorre dizer que as pessoas pouco percebem de fato o que é ser cidadão e mesmo o que é ser político, tenho certeza de que o que vem a seguir explica tudo, fala por si:

ci.da.dão 

sm (cidade+ão2) 1 Habitante de uma cidade. 2 Indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado. Fem: cidadã e cidadoa. Pl: cidadãos.



po.lí.ti.co 

adj (gr politikós) 1 Que trata de política: Tese política. 2 Relativo aos negócios públicos. 3 Que se ocupa de política: Partido político; homem político. 4Cortês, delicado. 5 Astuto. 6 fam Indisposto, zangado com alguém. sm 1 Aquele que se ocupa de política. 2 Estadista. P.-econômico: a) que se relaciona com a política e a vida econômica da nação; b) relativo à economia política. Pl: político-econômicos. P.-religioso: que se relaciona com a política e a vida religiosa da nação. Pl: político-religiosos. P.-social: a) que se relaciona com a política e a vida social de uma coletividade; b) relativo à política social. Pl: político-sociais. Estar político com alguém: ter cortadas as relações com alguém.



E depois disso penso que não tenho muito mais a acrescentar, ahhh sim, espera, vou clarear:

Cidadão é aquele que participa da vida de sua sociadade, que faz parte do lugar em que vive. E ser político não é necessariamente ter de participar de um partido político, veja bem, ser político é participar da vida social de uma coletividade.

SOMOS esta coletividade. E DEVEMOS fazer parte do movimento. Assim nos mostramos parte e participantes.

Desejo participar deste coletivo e portanto devo pensar no melhor para todos, pois TODOS fazemos parte. 

Não quero um Brasil para AGORA, quero um Brasil para o FUTURO, porque é nesse futuro próximo que eu quero que meus filhos cresçam.

E para que o futuro seja de mudanças temos de nos movimentar AGORA!


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Este post faz parte da Blogagem Coletiva Mães Unidas por um Brasil Melhor, movimento iniciado no Facebook na comunidade Protesto Materno, para quem quiser conhecer melhor o grupo acesse: https://www.facebook.com/protestomaterno

O Protesto Materno surgiu da vontade de mães fazerem algo pelo país, já que nem todas podem ir para as ruas com o seu filhote. O movimento começou com a adesão de mães blogueiras (mais de 150), que postam em seus blogs nessa sexta-feira suas visões e opiniões sobre o movimento legítimo e democrático que toma conta das cidades! O protesto reúne outras centenas de mães conectadas - que já estão divulgando o manifesto virtual via redes sociais – e as que decidiram levar essa união materna de volta para as ruas.

O intuito é engrossar as manifestações pacíficas que estão acontecendo pelo Brasil, apoiando mudanças além dos 20 centavos e que, sem dúvida, podem fazer da nação verde-amarela um lugar melhor para nossos filhos. Lutamos por educação, saúde, segurança, menos impostos, um basta a corrupção e impunidade.

Nem precisa ser mãe para divulgar o banner e a tag #protestomaterno, criados para representar a iniciativa – que pertence a todas as famílias brasileiras! Mas que fique claro; isso não é apenas a circulação de um banner bonitinho; é a união de pessoas realmente preocupadas com o futuro dos filhos!

Já são mais de 150 blogs maternos participantes, com o apoio de movimentos nas ruas de várias cidades. Nesta sexta-feira, às 10 horas da manhã, haverá um twitaço para balançar esse país!

Porque quem disse que mãe só entende de fralda?! Mãe entende do futuro dos filhos e quer o melhor para eles! Vem com a gente! Ajude, compartilhando, escrevendo, divulgando os links e acompanhando pela tag #protestomaterno! Também usamos #mudaBrasil#acordabrasil #vemprarua #ogiganteacordou."



quarta-feira, 19 de junho de 2013

Reflexões sobre a escola

Aham, hoje quero sim falar sobre os passarinhos na escola, e quero falar disso desde o início.

Se quero falar de escola, quero falar de adaptação, quero falar antes disso, quero falar de parceria. 

Ontem fui a uma reunião na escola dos passarinhos, e foi MUITO legal, sim, especialmente esta semana em que eles estão definitivamente curtindo ir para a escola. 

RÁ, perfeito, pensa numa adaptação difícil, dai coloca isso ao quadrado já que estamos falando de gêmeos, ai pensa na cabeça de uma mãe que PIRA, e pirou, e agora passou, RÁ!

O que me move a escrever este post esta semana foi uma mensagem lida pela professora Giseli, prof. dos passarinhos, que fala sobre parceria, entre pessoas, entre os pais, entre a escola e os pais. E sim, a leitura não só me fez refletir como me fez pensar no caminho que levamos até aqui para chegar no que temos hoje, a difícil adaptação dos passarinhos no espaço escolar.

Para quem não acompanhou falei sobre o tema AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI, então quando eu digo que não foi fácil, acredite, não foi fácil.

Começamos com momentos muito difíceis, com o tempo o choro, o medo foi ficando para trás, e hoje o que temos são duas crianças que dormem e quando acordam pedem para ir para a escola. Passou na minha cabeça qual foi a mudança efetiva, porque de repente os dois passaram a gostar da escola?

Simples, PARCERIA, sim, eu, Papai, a Prof. Gisele e a Prof. Bruna, a Bete querida supervisora, a escola como um todo. TODOS trabalhamos juntos para que o resultado fosse positivo, e agora é. Chegar na escola com os dois e ser bem recepcionada pela profissional que fica na porta a espera do que estão chegando, as conversas diárias da Bete conosco para que nos sentíssemos seguros em deixá-los ali, o olhar tranquilo da Prof. Gisele ao me dizer, Carol vai tranquila que precisando eu te ligo.

Assim foi, assim é.

Estou muito confortável em dizer que foi através da parceria da escola, dos profissionais com a nossa família que conseguimos adaptar os passarinhos na escola. E sou sincera em dizer, não foram poucos os dias em que pensei em desistir, não por achar a escola ruim, mas porque percebia que eles não estavam se adaptando, ou pareciam.

O fato é simples, os PAIS, nós que temos que encontrar uma forma de deixar nossos filhos confiantes, SIM, SIM, SIM, assumo a culpa, eu os deixava na sala e ficava fora chorando, o choro deles cessava em 5 minutos e o meu durava longas 2 horas, porque, para que? Não sei, coração de mãe....

Sempre disse, desde o início, que tinha certeza de que a escola seria excelente para os dois, sou atriz mas também trabalho com educação, e sei que escola é um espaço importante de socialização, sempre estive muito segura de os colocar com 2 anos na escola, mas que coração de mãe é uma caixinha, e quando o fato se deu percebi que não estava segura como acreditava, claro, criança é uma esponja e minha insegurança bateu neles, eles sentiram.

Com os dias passando meu coração foi se aquietando, hoje volto a sentir toda aquela segurança que sentia inicialmente e posso dizer sorrindo, os dois curtem a escola e tem se desenvolvido muito depois dela. Continuamos brincando em casa, continuo com eles quase todas as manhãs, porém eles aprenderam a ter amigos, quando pergunto o nome dos amigos eles nos dizem o nome das crianças da sala, ou seja, eles sabem que aqueles são amigos que estão com eles todas as tardes.

Sem falar na Prof. Gisele e na Prof. Bruna, que estão com eles na sala, que além de super criativas são carinhosas e se mostram muito cuidadosas com tudo =D

Preciso somente agradecer e aprender, aprender que PARCERIA é a palavra de ordem para a adaptação escolar, e agradecer ao carinho, compreensão e disponibilidade dos profissionais da escola que nos ajudaram neste processo.

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Em tempo, antes de finalizar este post não posso deixar de falar de um momento importante e com certeza histórico em nosso Brasil. O povo está na rua, pedindo melhoras para todos nós. Eu estou fazendo minha parte, não consigo ir para a rua com os dois, mas posso ajudar através da internet e é isso que tenho feito. Vamos nos mobilizar, vamos desejar um futuro melhor para nossos filhos, mas não somente desejar, mas ir á luta, marchar, berrar, buscar...

É isso ai, a hora é essa, parceria na escola dos passarinhos deu certo, parceria de toda uma nação só tende a ser TRANSFORMADOR!


5 MANEIRAS DE AJUDAR SEM SAIR DE CASA:


1. Abra seu Wi-Fi
Se você mora ou trabalha perto das áreas de manifestação, libere o sinal do seu Wi-Fi. Com mais conexão, os manifestantes são capazes de informar melhor e subir seus registros e trocar mensagens.



2. Bandeira branca na janela
Coloque uma bandeira branca na sua janela e participe do movimento VEM PRA JANELA:https://www.facebook.com/events/281102965366442/?fref=ts que mostra o apoio das pessoas dentro de casa àquelas na rua - lutando.

3. Proteja os manifestantes
Separe alguns panos com vinagre e garrafinhas de água e converse com seu porteiro para abrigar gente fugindo dos protestos se a violência começar. PMs agrediram diversas pessoas tentando fugir da confusão encurralados na porta de prédios - a grande maioria presente não tem interesse em participar de violência. Proteja-os se puder.

4. Registre tudo que ouve e vê
Sendo uma peça presente, registre seus arredores e participe da troca de informações sobre os protestos. Utilize as tags do protesto e informe seus contatos sobre tudo que está acontecendo - sua presença virtual é tão importante quanto sua presença física.

5. Compartilhar é participar!
Diversas informações podem ser cruciais na hora de ajudar quem está nas ruas. Durante o protesto do último dia 13, os manifestantes souberam com alguma antecedência sobre a presença do batalhão de choque da polícia e puderam tentar minimizar a os ataques. Também foi através da internet e do Facebook que informações sobre pontos de suporte médico chegaram às ruas. Esteja preparado com todo seu poder de cidadão da internet pra ajudar!