"Educação de casa é de casa,
educação da
escola é da escola!"
Você certamente já deve ter ouvido esta frase
ou saber deste “impasse” da educação. Há um equívoco em acreditar que ambas
ocorrem de forma independente e isolada. É claro que as duas têm suas funções
únicas e contínuas, cabendo somente a cada uma seu devido papel e seu objetivo
final. Porém, em muitos momentos elas acontecem de forma simultânea e articulada
uma com a outra. Quando nos tornamos pai e mãe, cabe a nós, com a ajuda da
família, ensinar e ajudar os filhos a serem educados com os valores para se
tornar um cidadão respeitável e íntegro. Enquanto a escola vai preparar a criança
para ser um ser sociável e intelectualmente formado. Mas as duas sustentam e
reforçam a magnitude e a significância que ambas possuem. O que infelizmente
pode estar acontecendo, é uma inversão de papéis e o peso que uma está
colocando sobre a outra.
A partir da ingressão da criança na escola,
por volta dos dois anos de idade, da qual ocorre a adaptação escolar (tanto
para filhos quanto para os pais) já se inicia uma cumplicidade que durará por
bastante tempo. Através do diálogo e da participação na vida escolar dos filhos,
estamos colaborando para um bom desenvolvimento de nossas crianças, seja na
aprendizagem, seja na formação enquanto pessoa. Mas na prática, como se dá essa
parceria? Quando os pais devem procurar a ajuda pedagógica e quando a escola necessita
do apoio familiar? Dentre inúmeras situações que impulsionam essa comunicação,
listarei algumas que podemos chamar de mais comuns e mais “urgentes” na
tentativa de colaborar com a quebra de alguns medos e receios.
1 –
Adaptação escolar
Momento
em que há uma quebra na rotina para mãe e filho, da qual acontecerão muitas
descobertas e terão que se adaptar a novas situações. Tudo o que é novo gera um
medo, um receio, mas que servem para a conquista de novos desafios. Participe
das reuniões pedagógicas que acontecem neste momento, principalmente no início
dessa fase escolar. Procure esclarecer todas as suas dúvidas e deixe a escola
saber que você está sempre disposta a acompanhar seu filho por completo.
Procure saber como estão sendo os momentos de aprendizagem e como seu filho
reagiu a cada uma delas. Mas lembre-se,todas as crianças ali estão passando
pelo mesmo processo de aprendizagem, porém cada uma delas tem seu próprio tempo
e seu momento. Nunca compare seu filho a outras crianças e não gere ansiedade
sobre suas conquistas. Isso pode causar problemas para o desenvolvimento do mesmo. Mantenha uma
comunicação sobre a rotina de seu filho nesta nova fase.
2- Atividade de casa
Sabe
aquele momento em que a mamãe ajuda seu filho na realização da atividade de
casa e percebe aquela insegurança, aquele nervoso, aquele medinho, ou aquela
“preguicinha” como desculpa para não concluí-la? Percebendo isso, deve-se
procurar saber com a professora se o mesmo acontece para as atividades
propostas para a classe. Caso isso aconteça, juntas devem procurar as causas e
as soluções para este problema para que o aprendizado não seja incompleto. O
mesmo vale para o rendimento escolar. Nem sempre o desinteresse é sinônimo de
preguiça, assim como também nem toda falta de vontade é algum déficit. A escola
deve saber que a forma de ensinar afeta diretamente a motivação dos alunos, e a
família deve entender que o acompanhamento é de suma importância para o
desenvolvimento da criança. Para este avanço, cada uma percebe seu papel e
compartilhar suas transformações.
3-
Comportamento
Algumas
crianças podem apresentar comportamentos ditos inadequados no ambiente escolar,
em especial durante as explicações em sala de aula. Indisciplina, desatenção,
descomprometimento com as atividades propostas são alguns casos mais comuns que
precisam e muito do acompanhamento dos pais. Sabe aqueles recadinhos enviados
para casa solicitando a presença dos pais frente a algum desses ou outros
comportamentos? Não devem ser ignorados!
Nunca. Se não puder comparecer no
momento indicado, dê um retorno para a escola e assim que puder, ouça o que ela
tem a dizer. Serão expostos para você o comportamento de seu filho, você não
deve ser “julgado” nem tão pouco se sentir envergonhado por tal situação. Se
souber ou suspeitar dos motivos para seu filho estar com comportamentos
inadequados, converse e explique o que se passa para equipe pedagógica, caso
contrário se mostre interessado e esteja ciente de investigar outras
motivações. Vale ressaltar aqui, que um diálogo entre pais e filhos é sobretudo
a melhor maneira de procurar ajudar e de mostrar confiança para aquele que
depende de seu cuidado e amizade, seu
filho.
4- Valorize
as atividades e eventos
Toda
e qualquer atividade que a criança faz que demostra seu empenho e sua dedicação
deve ser apreciada. Quando se presencia eventos na escola, sejam datas
comemorativas, esportivas ou pedagógicas está se demostrando toda a valorização
e respeito pelo crescimento de seu filho. E onde acontece, nesta circunstância,
a parceria e o diálogo entre família e escola? No reconhecimento do esforço de
ambas que contribuíram para o avanço e sucesso de seu filho. Talvez por ter
vencido a timidez em uma apresentação, por ter enfrentado um desafio em um
torneio, ou por demostrar como evoluiu no seu aprendizado, na sua criatividade.
5 –
Acompanhamento especial
Estamos
falando aqui quando há uma necessidade de acompanhamento e ajuda de outros
profissionais como psicólogos e psicopedagogos no desenvolvimento da criança. A
principal atitude a se ter é coragem! A não aceitação das circunstâncias podem
gerar falsas expectativas e podem agravar ainda mais a situação. Deposite sua
confiança nos profissionais a quem o confiou, afinal, você deve acreditar e
confiar na sua escolha. Nestes casos a cumplicidade entre família e escola se
torna contínua e a comunicação é diária. Irão partir, ambas, da parte mais sensível
da criança, sua necessidade. Por este motivo, cada progresso será motivo de
grande alegria para a família e escola que se tornarão uma só.
Por
fim, deixo como uma grande observação, que o respeito entre o trabalho da escola
e o que os pais querem para seus filhos deve sempre existir em toda e qualquer
situação. Que a escola não olhe para um aluno como apenas um número, e que as
famílias não “entreguem” ou “depositem” seus filhos nas instituições confiando
algumas responsabilidades que não estão sob sua incumbência.
A parceria entre escola e família é primordial para o sucesso escolar e pessoal
da criança.
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